Prorrogação da votação pode ser contestada e levar a pedido de anulação, diz advogado

Para Alexandre Fidalgo, resultados parciais divulgados antes do fim da votação podem ter influenciado eleitores

A prorrogação da votação do segundo turno até as 19h, determinada neste domingo (25) pelo ministro Cristiano Zanin, do STF (Supremo Tribunal Federal), pode ser contestada na Justiça e abrir caminho para um pedido de anulação da eleição. A avaliação é do advogado Alexandre Fidalgo, especialista em direito eleitoral.

A decisão atendeu a um pedido da coligação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que alegou falta de ônibus em cidades da Bahia. Depois, Zanin e o TSE (Tribunal Superior Eleitoral) limitaram a medida às seções que ainda estavam abertas às 17h. Nas urnas já encerradas, os votos serão totalizados normalmente.