Estudante de enfermagem preso com tabletes de maconha avaliados em R$ 3,5 milhões é condenado pela justiça

Leonardo Araújo foi preso em maio do ano passado no Posto Fiscal da Tabuleta quando se deslocava em direção à cidade de Teresina

O estudante de Enfermagem Leonardo Araújo Meira foi condenado, nesta terça-feira (13), a 5 anos, 4 meses e 24 dias de reclusão pelo crime de tráfico interestadual de drogas. A sentença foi proferida pelo juiz Leonardo Lúcio Freire Trigueiro, da Vara de Delitos de Tráfico de Drogas da Comarca de Teresina.

De acordo com a decisão judicial, o réu foi enquadrado no artigo 33, caput, combinado com o artigo 40, inciso V, da Lei nº 11.343/2006, conhecida como Lei de Drogas. A pena foi agravada em razão do caráter interestadual do crime.

  

Estudante de enfermagem foi preso com tabletes de cocaína avaliados em R$ 3,5 milhões em Teresina
Reprodução

   

Na sentença, o magistrado detalhou a pena e estabeleceu, além da reclusão, o pagamento de multa proporcional ao salário mínimo vigente à época dos fatos.

“Sem outras causas de aumento a considerar, FIXO a pena definitiva do réu LEONARDO ARAÚJO MEIRA em 05 (cinco) anos, 04 (quatro) meses e 24 (vinte e quatro) dias de reclusão, e ao pagamento de 518 (quinhentos e dezoito) dias-multa ao valor de 1/30 (um trigésimo) do salário mínimo vigente à época do fato (MAIO/2025)”, diz o documento.

Relembre o caso

Leonardo Araújo Meira, 29 anos, era estudante de enfermagem e foi preso por equipes do Departamento de Repressão às Ações Criminosas Organizadas (DRACO) em maio do ano passado, com tabletes de cocaína avaliados em R$ 3,5 milhões. A prisão ocorreu no Posto Fiscal da Tabuleta quando o jovem se deslocava em direção à cidade de Teresina.

Em depoimento, ele revelou uma dívida de R$ 4 mil com traficantes e orientações que recebia do grupo para a entrega dos entorpecentes. 

  

Leonardo Araújo foi preso com tabletes de maconha em Teresina
Reprodução

   

Durante o interrogatório, o homem afirmou que saiu de Imperatriz, no Maranhão, e estava a caminho de Timon, onde esperava receber instruções por WhatsApp sobre onde deixar a carga. O suspeito relatou que nunca teve contato direto com o mandante das operações, apenas se comunicava por mensagens e era orientado a aguardar em locais públicos para receber ou entregar os entorpecentes. 

O enfermeiro explicou que começou a fazer as viagens motivado por uma dívida com traficantes. Somente no Maranhão, ele afirma ter feito quatro entregas. O jovem era estudante de Enfermagem, mas trabalhava como motorista de aplicativo para complementar a renda. Ele disse ainda que usava seu carro, registrado em nome do pai, nas viagens para transportar as drogas.

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