Mantida prisão de professor suspeito de tentar fraudar concurso da Prefeitura de Altos, Piauí; VÍDEO!

Segundo a decisão, o autuado responde a outras ações e procedimentos criminais da mesma natureza

A Justiça do Piauí manteve a prisão do professor Francisco Carlos Alcantara Santiago por suspeita de tentar fraudar o concurso público realizado pela Prefeitura de Altos, no Centro-Norte do Piauí. O homem foi detido no último sábado (29), durante a aplicação das provas.

Segundo a decisão, o Ministério Público se manifestou pela homologação da prisão em flagrante e requereu a conversão para preventiva, argumentando que foram apreendidos com o indivíduo papéis com anotações de gabaritos de prova e que, ao ser questionado, ele informou que repassaria as respostas a outra candidata. Foi constatada ainda a divergência deliberada na grafia dos nomes dos inscritos no concurso.

  

Justiça mantém prisão de suspeito de tentar fraudar concurso da Prefeitura de Altos, Piauí Divulgação
   

"O modus operandi delineado nos autos revela conduta articulada e estruturada com terceiras pessoas, com inserção deliberada da letra "V" antes do nome do autuado ("VFRANCISCO") e no nome da candidata beneficiária ("Venedita"), embora em seu documento oficial estivesse registrado corretamente como “Benedita,  a fim de fraudar a ordem alfabética de alocação de candidatos e garantir que ficassem na mesma sala de aplicação de prova, aliado ao preparo prévio de papéis fracionados com gabaritos para ocultação e distribuição clandestina", diz a decisão.

Os advogados chegaram a alegar que Francisco sofreu violação ao direito ao silêncio, coação e falta de advertência quanto às garantias constitucionais na lavratura do procedimento policial. Eles juntaram ainda um laudo atestando visão monocular e solicitaram liberdade provisória com medidas cautelares diversas da prisão, inclusive por meio de monitoração eletrônica, ou a concessão de prisão domiciliar, salientando que o autuado possui residência fixa e ausência de condenação criminal transitada em julgado.


"Outrossim, a certidão de distribuição criminal de 1º grau (ID 103765967, fls. 1-2) atesta que o autuado responde a outras ações e procedimentos criminais perante a Vara de Organizações Criminosas e varas criminais da comarca por infrações penais da mesma natureza, circunstância que denota reiteração criminosa e fundado receio de continuidade na prática de fraudes a certames públicos, recomendando a custódia cautelar", destaca.

O DRACO segue investigando o caso para esclarecer como a possível fraude foi articulada e identificar outros candidatos ou pessoas que possam estar envolvidos no esquema.