Operação Macondo: polícia divulga nomes e fotos de seis foragidos envolvidos com agiotagem e organização criminosa no Piauí

Segunda fase da operação mira organização criminosa especializada em agiotagem; estrangeiros estão entre os procurados

A Polícia Civil do Piauí (PCPI) divulgou, na tarde desta quinta-feira (05), os nomes e as fotos das pessoas que seguem foragidas no âmbito da segunda fase da Operação Macondo, deflagrada nas primeiras horas do dia. A ação tem como objetivo desarticular uma organização criminosa especializada em agiotagem, com atuação em diferentes regiões do país.

Os foragidos foram identificados como:

Mais cedo, em entrevista à TV Antena 10, o delegado Matheus Zanatta informou que, até o momento, 14 pessoas foram presas, enquanto nove investigados continuam foragidos. Segundo ele, os envolvidos de origem estrangeira deverão passar por processo de deportação, após os trâmites legais.

De acordo com as investigações, colombianos e venezuelanos estão envolvidos no esquema criminoso. Durante a entrevista, o delegado explicou que a organização atuava de forma estruturada, com divisão de tarefas, e mantinha um sistema de concessão de empréstimos ilegais a juros abusivos, atingindo vítimas em diversas regiões do Brasil.

  

Operação Macondo: polícia divulga nomes e fotos de seis foragidos envolvidos com agiotagem e organização criminosa no Piauí
   

Além das prisões já realizadas, a Polícia Civil também vai aprofundar as investigações a partir da análise do material apreendido. A perícia nos celulares dos investigados deve revelar novas informações sobre o funcionamento do esquema e possíveis outros envolvidos.

A Polícia Civil reforça que informações que possam levar à localização dos foragidos podem ser repassadas de forma anônima, por meio dos canais oficiais de denúncia.

Entenda o caso

A investigação apura um esquema de concessão irregular de crédito a pequenos comerciantes e trabalhadores informais nos estados do Piauí, Maranhão e Ceará.

A Justiça determinou ainda a indisponibilidade de valores de até R$ 1 milhão em contas vinculadas aos 27 investigados, com o objetivo de impedir o esvaziamento patrimonial dos suspeitos. As investigações apontam que os envolvidos mantinham movimentações financeiras milionárias, incompatíveis com suas capacidades formais declaradas.