Polícia prende mulher que tentou levar recém-nascido da Nova Maternidade Dona Evangelina Rosa, em Teresina

Parente relata que percebeu a suspeita tentando deixar a maternidade com a bebê escondida dentro de uma bolsa

Atualizada às 09h57

A Polícia Civil do Piauí, através da DPCA, prendeu a técnica de enfermagem Auricélia de Sousa Rocha, nesta quarta-feira (08). Ela é investigada pelo crime de tentativa de sequestro de recém-nascido dentro da Nova Maternidade Dona Evangelina Rosa, em Teresina. O crime ocorreu na última segunda-feira (06). A profissional chegou a ser afastada das funções na unidade de saúde. A criança foi encontrada dentro de uma bolsa, segundo denúncia da tia.   

  

Polícia prende mulher que tentou levar recém-nascido da Nova Maternidade Dona Evangelina Rosa, Divulgação

   

Daniela Beatriz, tia da recém-nascida, gravou um depoimento relatando os detalhes do caso. Segundo ela, a direção da unidade teria tentado minimizar a gravidade da ocorrência, além de não oferecer o suporte necessário à família nem prestar auxílio para o registro de um boletim de ocorrência.


No relato, Daniela, que afirma ter presenciado toda a situação, contou que percebeu a suspeita tentando deixar a maternidade com a bebê escondida dentro de uma bolsa. Ao identificar a ação, ela pediu ajuda imediatamente e mobilizou pacientes e funcionários da unidade na tentativa de impedir a fuga.

Uma outra funcionária foi acusada injustamente do caso. Conforme a denúncia, apenas a Auricélia está envolvida no crime. Em nota ao A10+, a Maternidade pontuou que a mãe, o bebê e a acompanhante receberam todo o suporte da gestão da unidade, além de acolhimento e assistência pela equipe médica e acompanhamento multiprofissional através das equipes do Serviço Social e da Psicologia.


Entenda o caso 

Um boletim de ocorrência obtido pelo A10+ mostra que a funcionária procurou a Gerência de Enfermagem para tratar de assuntos relacionados à consulta de pré-natal e obter informações sobre eventual afastamento gestacional. A noticiante orientou que, caso sua obstetra não realizasse o parto naquele dia, fosse fornecido atestado médico para justificar possíveis ausências ao trabalho.

Cerca de uma hora após essa conversa, a funcionária entrou em contato telefônico com a noticiante informando que estava sendo acusada de roubo. Ao ser questionada sobre o que estaria supostamente sendo roubado, encerrou a ligação sem prestar maiores esclarecimentos.

Diante da situação, a noticiante dirigiu-se ao segundo andar da maternidade, onde encontrou Daniela, que relatava uma suposta tentativa de furto de um bebê. A noticiante informa que, ao se identificar ao segurança, Daniela passou a gravá-la em vídeo, mencionando seu nome e afirmando que ela teria participado da tentativa de furto do bebê.

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Em seguida, a noticiante, juntamente com a colaboradora, a supervisora e a equipe de segurança, dirigiu-se a uma sala para compreender os fatos. Paralelamente, o supervisor acompanhou Daniela até o oitavo andar para confirmar, junto à mãe da criança, se Daniela era realmente sua acompanhante, se o bebê lhe pertencia e para esclarecer toda a situação.

Segundo a noticiante, após a apuração dos fatos, foi confirmada, por meio das imagens do sistema de câmeras de segurança da maternidade, a tentativa de furto do bebê atribuída à colaboradora da maternidade. 

Posteriormente, a noticiante acompanhou a funcionária até a gerente de enfermagem para relatar o ocorrido. Após a confirmação dos fatos, a funcionária foi encaminhada ao Serviço Especializado em Engenharia de Segurança e em Medicina do Trabalho (SESMT), onde foi atendida pelo médico do trabalho e pela psicóloga, com o objetivo de avaliar e compreender as circunstâncias do ocorrido.

Como a funcionária afirmava estar gestante, foi encaminhada para realização de exame de ultrassonografia, que constatou a inexistência de gestação. A noticiante informa ainda que a Diretoria Geral e o setor jurídico da Maternidade Evangelina Rosa foram devidamente cientificados sobre o caso.