Defesa rebate versão de tia e afirma que enfermeira não tem envolvimento com retirada de recém-nascido de maternidade, em Teresina; veja a nota! - Geral
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Defesa rebate versão de tia e afirma que enfermeira não tem envolvimento com retirada de recém-nascido de maternidade, em Teresina; veja a nota!

A outra funcionária, identificada como Auricélia de Sousa, foi afastada das funções na Nova Maternidade Dona Evangelina Rosa


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A defesa de Ingrid Ohana, enfermeira supervisora da Nova Maternidade Dona Evangelina Rosa, esclareceu ao A10+, nesta terça-feira (07), que a profissional não possui qualquer participação na tentativa de retirada irregular de um recém-nascido ocorrida na unidade hospitalar na segunda-feira (06), como foi denunciado pela tia da criança, Daniela Beatriz. Uma outra funcionária, identificada como Auricélia, é que, segundo denúncia, teria tentando levar a criança de forma ilegal.

No momento da ocorrência, conforme defesa, Ingrid encontrava-se no exercício regular de suas funções, atuando como profissional de enfermagem da unidade e colaborando com a adoção dos protocolos internos de segurança e com as providências destinadas à contenção da situação.

  

Nova maternidade Dona Evangelina Rosa
Reprodução

   

Ao contrário do que foi divulgado pela denunciante ao A10+ e TV Antena 10, Ingrid Ohana não participou e nem tentou retirar a criança da unidade de saúde de forma ilegal. A outra funcionária, identificada como Auricélia de Sousa, foi afastada das funções na maternidade. 

"Os fatos estão sendo regularmente apurados pelas autoridades competentes, e a própria Sra. Ingrid compareceu espontaneamente à Delegacia de Polícia para prestar todos os esclarecimentos solicitados, reafirmando sua total colaboração com as investigações. Conforme boletim de ocorrência por ela registrado, sua imagem passou a ser indevidamente associada ao crime após acusações formuladas por terceiros e posteriormente reproduzidas pelos veículos de comunicação", pontuou. 

A defesa pontuou ainda que confia que a apuração oficial esclarecerá integralmente os acontecimentos e demonstrará a ausência de qualquer envolvimento da profissional na prática investigada.

O que diz a tia da criança?

Daniela Beatriz, tia da recém-nascida, gravou um depoimento relatando os detalhes do caso. Segundo ela, a direção da unidade teria tentado minimizar a gravidade da ocorrência, além de não oferecer o suporte necessário à família nem prestar auxílio para o registro de um boletim de ocorrência.


No relato, Daniela, que afirma ter presenciado toda a situação, contou que percebeu a suspeita tentando deixar a maternidade com a bebê escondida dentro de uma bolsa. Ao identificar a ação, ela pediu ajuda imediatamente e mobilizou pacientes e funcionários da unidade na tentativa de impedir a fuga.

Em nota ao A10+, a Maternidade pontuou que a mãe, o bebê e a acompanhante receberam todo o suporte da gestão da unidade, além de acolhimento e assistência pela equipe médica e acompanhamento multiprofissional através das equipes do Serviço Social e da Psicologia.


Entenda o caso 

Um boletim de ocorrência obtido pelo A10+ mostra que a funcionária procurou a Gerência de Enfermagem para tratar de assuntos relacionados à consulta de pré-natal e obter informações sobre eventual afastamento gestacional. A noticiante orientou que, caso sua obstetra não realizasse o parto naquele dia, fosse fornecido atestado médico para justificar possíveis ausências ao trabalho.

Cerca de uma hora após essa conversa, a funcionária entrou em contato telefônico com a noticiante informando que estava sendo acusada de roubo. Ao ser questionada sobre o que estaria supostamente sendo roubado, encerrou a ligação sem prestar maiores esclarecimentos.

Diante da situação, a noticiante dirigiu-se ao segundo andar da maternidade, onde encontrou Daniela, que relatava uma suposta tentativa de furto de um bebê. A noticiante informa que, ao se identificar ao segurança, Daniela passou a gravá-la em vídeo, mencionando seu nome e afirmando que ela teria participado da tentativa de furto do bebê.

Em seguida, a noticiante, juntamente com a colaboradora, a supervisora e a equipe de segurança, dirigiu-se a uma sala para compreender os fatos. Paralelamente, o supervisor acompanhou Daniela até o oitavo andar para confirmar, junto à mãe da criança, se Daniela era realmente sua acompanhante, se o bebê lhe pertencia e para esclarecer toda a situação.

Segundo a noticiante, após a apuração dos fatos, foi confirmada, por meio das imagens do sistema de câmeras de segurança da maternidade, a tentativa de furto do bebê atribuída à colaboradora da maternidade. 

Posteriormente, a noticiante acompanhou a funcionária até a gerente de enfermagem para relatar o ocorrido. Após a confirmação dos fatos, a funcionária foi encaminhada ao Serviço Especializado em Engenharia de Segurança e em Medicina do Trabalho (SESMT), onde foi atendida pelo médico do trabalho e pela psicóloga, com o objetivo de avaliar e compreender as circunstâncias do ocorrido.

Como a funcionária afirmava estar gestante, foi encaminhada para realização de exame de ultrassonografia, que constatou a inexistência de gestação. A noticiante informa ainda que a Diretoria Geral e o setor jurídico da Maternidade Evangelina Rosa foram devidamente cientificados sobre o caso.

Fonte: Portal A10+


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