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A criação de pirarucu tem se consolidado como uma atividade promissora no interior do Piauí. No município de José de Freitas, produtores têm investido em melhorias no manejo e na estrutura de produção para ampliar a oferta do peixe, conhecido pelo grande porte e alto valor de mercado. Além da carne, outras partes do pirarucu também são aproveitadas comercialmente, o que aumenta ainda mais a rentabilidade da atividade.
O tamanho ideal para o abate e o tempo de criação são fatores importantes para garantir um produto de qualidade e com maior valor agregado. "Ele, a partir de 12 quilos, a gente já abate ele para tirar o filé. Mas o peso ideal é peixe de 30 quilos, que 30 quilos é peixe de dois anos de criação", disse o empresário Hebert Farias à TV Antena 10.

Nos tanques escavados, o cuidado com a qualidade da água e a alimentação dos peixes é constante. A ração utilizada é específica para espécies carnívoras e possui alto valor nutricional, sendo essencial para o crescimento acelerado do pirarucu. O investimento na alimentação é um dos principais custos da produção, mas também é determinante para o ganho de peso dos animais.
"A alimentação dele é um pouco cara, que a alimentação é ração própria, ração carnívora. Essa ração é mais cara um pouco do que essa outra ração comum do peixe. Mas ele tem um ganho de peso muito bom. Ele é um peixe que chega a ganhar, no primeiro ano, chega a ganhar 12 quilos", explicou o empresário.

Cada etapa do processo produtivo exige conhecimento técnico e acompanhamento diário. O resultado é um peixe valorizado tanto no mercado local quanto em outros estados, demonstrando o potencial competitivo da produção piauiense.
"No ano passado, eu cheguei a vender tambaqui e pirarucu para o Pará. Coisa impressionante, que lá é onde tem a criação grande de tanto tambaqui como pirarucu. Mas teve um período lá que foi isolado às vendas e vieram comprar aqui na nossa mão. Nós chegamos a botar umas toneladas fora", contou Hebert Farias.
O pirarucu pode atingir até 200 quilos em cativeiro, dependendo de fatores como alimentação adequada e ambiente controlado. Apesar de ser uma espécie considerada resistente, a criação exige investimentos significativos em estrutura e manejo. A reprodução também é uma etapa fundamental no processo. Durante o período chuvoso, é realizada a sexagem dos animais, técnica que permite identificar machos e fêmeas e equilibrar a produção. A partir dos três anos, os peixes já estão aptos para a reprodução, garantindo a continuidade e expansão do plantel.

Outro ponto importante é o processo de corte do peixe, que agrega valor ao produto final. Diferentes tipos de cortes permitem atender a diversos mercados consumidores, influenciando diretamente na qualidade e na aceitação do produto.
O crescimento da produção acompanha a demanda cada vez maior por peixes de qualidade. O pirarucu se destaca pelo sabor e pela textura da carne, conquistando espaço no mercado.
Além do pirarucu, a Fazenda São Francisco também investe na criação de tambaqui. A convivência entre diferentes espécies exige planejamento e organização para manter a eficiência da produção. A expectativa é de expansão da atividade na região e de fortalecimento da piscicultura como negócio sustentável.
Fonte: Portal A10+