Justiça cassa prefeita eleita por diferença de 289 votos em Colônia do Gurguéia - Bastidores
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APURAÇÃO

Justiça cassa prefeita eleita por diferença de 289 votos em Colônia do Gurguéia

Eleição teve quatro candidatos, ficou concentrada entre Lisiane Franco (MDB) e Doquinha (PT), e decisão aponta uso irregular de poços artesianos


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A política de Colônia do Gurguéia sofreu um forte abalo após a Justiça Eleitoral cassar os mandatos da prefeita Lisiane Franco Rocha Araújo (MDB) e do vice-prefeito Filipe Rodrigues de Barros Alves (PSD), além de declarar os dois inelegíveis por oito anos. A decisão entendeu que houve abuso de poder político e econômico durante a campanha de 2024, com uso irregular de recursos públicos federais para perfuração de poços artesianos em propriedades privadas de aliados políticos.

O caso ganha ainda mais peso quando se observa o resultado das urnas. A disputa contou com quatro candidatos, mas na prática ficou polarizada entre Lisiane Franco e Doquinha (PT). A diferença entre os dois foi de apenas 289 votos, margem considerada apertada em um município de eleitorado menor. Já o candidato Silzo Bezerra (PODE) somou 1.126 votos e também teve participação importante no cenário eleitoral.

  
Justiça cassa prefeita em Colônia do Gurguéia Divulgação
 
 
 

Na sentença, o juiz Thiago Carvalho Martins, da 67ª Zona Eleitoral de Manoel Emídio, concluiu que cinco poços artesianos foram perfurados em imóveis particulares de apoiadores políticos, sem uso comunitário e sem livre acesso da população. Segundo o processo, os locais eram cercados e serviam a propriedades privadas, o que afastaria a finalidade pública exigida para esse tipo de investimento.

A decisão também cita laudo pericial que identificou características ligadas à Codevasf nas estruturas encontradas, como padrão de construção e marcações nas tampas metálicas. Para a Justiça, houve uso clandestino de bens e serviços públicos em benefício eleitoral.

A defesa apresentou documentos tentando justificar as obras por meio de associações locais. No entanto, a sentença afirma que faltaram autorizações ambientais, registros formais, termos de doação publicados e relatórios técnicos exigidos pelas normas legais.

Cada poço teria custo estimado em cerca de R$ 12 mil em dinheiro público federal. Para o magistrado, o conjunto das irregularidades comprometeu a igualdade da disputa, especialmente diante de uma eleição decidida por somente 289 votos.

A decisão ainda determina comunicação ao Ministério Público Federal, à Codevasf e à Secretaria de Meio Ambiente do Piauí para providências cabíveis. Apesar da cassação, ainda cabe recurso ao Tribunal Regional Eleitoral.

Fonte: Portal A10+


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Sobre a coluna

Wesslley Sales

Wesslley Sales

Jornalista, Especialista em Marketing Político, Mídias Sociais e Comunicação Produtor, Apresentador e Repórter na TV Antena10 Radialista e Redator

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