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Na zona rural de Parnaíba, no litoral do Piauí, o cultivo do caju se transformou em uma atividade que gera emprego e renda para dezenas de famílias. O produtor José Newton Vasconcelos, natural da Paraíba, mantém há 26 anos uma propriedade com 33 hectares de cajueiros. Durante a safra, o número de trabalhadores passa de 19 para até 45 funcionários.
“Já são 26 anos que a gente está cultivando aqui o caju. A gente é bastante satisfeito com o que a gente faz porque toda a produção nossa aqui é destinada à produção da cajuína. E a gente entende que uma fruta que é nativa aqui da região poderia estar desenvolvendo muito mais a nossa região, gerando riqueza, incorporando as pessoas dentro desse processo”, afirmou ao Antena Rural.

Reprodução/TV Antena 10
A propriedade também se destaca pelo aproveitamento da fruta. Na última safra, foram produzidas 270 toneladas de caju, com aproximadamente 79% de aproveitamento, resultando em cerca de 270 mil garrafas de cajuína comercializadas principalmente no norte do Piauí e em alguns pontos de Teresina. Segundo José Newton, a rapidez entre a colheita e o processamento contribui para a qualidade da bebida.
“Nós produzimos aqui os clones, nós produzimos aqui três tipos de caju, digamos assim, que são os clones de caju desenvolvidos pela Embrapa. A gente colhe esse caju até às 11 horas da manhã e quando é até às 5 horas da tarde, isso aí já é cajuína. Isso garante um produto com uma qualidade muito melhor do que a gente encontra no mercado. Estamos trabalhando para, ainda nessa safra, colocar no mercado a nossa castanha feita da forma artesanal”, explicou.

Reprodução/TV Antena 10
O crescimento da atividade também abriu espaço para a qualificação dos trabalhadores. Ricardo Santos chegou à propriedade em 2018 para atuar na colheita e, com o passar dos anos, recebeu capacitação para assumir novas funções.
“Quando eu cheguei aqui, foi que o Seu Zenito foi me dando as oportunidades e eu fui abraçando. E hoje, aqui, eu faço praticamente tudo. Aqui, eu aprendi a operar trator, drone, área de pulverização, é a gente que faz também”, relatou Ricardo.

Reprodução/TV Antena 10
Com a safra apenas começando, a expectativa é ampliar a produção, aumentar o número de trabalhadores e lançar novos derivados do caju.
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Fonte: Portal A10+