À TV Antena 10, advogados da DF Group criticam atuação da SOI e afirmam que operação foi um "circo armado" em Teresina - Balanço Geral Piauí
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DEFESA

À TV Antena 10, advogados da DF Group criticam atuação da SOI e afirmam que operação foi um "circo armado" em Teresina

Segundo advogado, a operação resultou na prisão de pessoas que sequer figuravam no primeiro inquérito, entre elas funcionários da empresa


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A defesa da DF Group, empresa alvo de uma operação policial realizada no último dia 10 de julho, em Teresina, concedeu entrevista à TV Antena 10 e ao A10+ na manhã desta sexta-feira (31). Durante a conversa, os advogados criticaram o inquérito instaurado pela Superintendência de Operações Integradas (SOI), responsável pela investigação que deu origem à operação.

Segundo a defesa, o procedimento deve ser anulado por suposta irregularidade em sua instauração. Os advogados alegam que o caso já era objeto de investigação em um inquérito conduzido pela Delegacia de Combate aos Crimes contra a Ordem Tributária, Econômica e contra as Relações de Consumo (DECOTEC), responsável por apurar crimes dessa natureza.


Durante a entrevista, a advogada Taline Prado afirmou que a abertura de um novo inquérito pela SOI ocorreu sem solicitação prévia da delegacia especializada que já conduzia as investigações. Na avaliação da defesa, a operação teria sido motivada por interesses de exposição pública, chegando a classificá-la como um "circo armado para conseguir likes no Instagram".

  

Douglas Fonseca, proprietário da DF Group
Reprodução

   

Segundo a advogada, a SOI é um órgão da Secretaria de Segurança que presta apoio às delegacias especializadas, porém, para isso, é necessário pedido de apoio, o que, de acordo com a defesa, não aconteceu. A defesa acredita que o inquérito aconteceu para que a prisão do empresário Douglas Fonseca fosse efetivada, mesmo após conseguir salvo-conduto. De acordo com a polícia, a empresa movimentou R$ 100 milhões. 

"A maior questão aqui é que este inquérito da SOI está viciado desde a sua origem, porque, veja, a SOI deve agir como auxiliar das delegacias de polícia. Se esse apoio não foi solicitado, não deveria existir a instauração de um inquérito tramitando exclusivamente no âmbito da SOI. A portaria de instauração do inquérito da SOI foi no dia 30 de julho, três dias após o Douglas obter um salvo-conduto para que ele não pudesse ser preso no inquérito da DECOTEC. Então, a situação que nós temos é um segundo inquérito que veio para efetivar essas prisões, em especial a prisão do Douglas Fonseca", destacou.

A defesa alega que quando há uma duplicidade de inquéritos, pode acarretar problemas. Ainda de acordo com a advogada, a autoridade responsável pelo inquérito instaurado pela DECOTEC solicitou, após deflagração de operação, conexão entre os dois inquéritos, provando assim que não solicitou apoio da SOI e, por isso, o inquérito seria irregular.

"Circo armado para ganhar likes", dispara defesa 

O advogado Fernando Amaral, que integra a defesa da DF Group, afirmou à TV Antena 10 e A10+ que o primeiro inquérito transcorria de forma regular e que os investigados vinham colaborando com as apurações. Segundo ele, os alvos da investigação já haviam entregado seus passaportes às autoridades, o que, na avaliação da defesa, afastaria qualquer risco de fuga. 

  
Advogados da DF Group em entrevista à TV Antena 10 Reprodução
 
 
 

Ainda de acordo com o advogado, a instauração de um segundo inquérito representaria uma "corrida midiática" por parte da Superintendência de Operações Integradas (SOI).

"A DECOTEC já fazia um trabalho prévio que nós acompanhávamos há quase 60 dias, e nesse inquérito tudo estava sendo esclarecido. Nós estávamos juntando as pessoas que estavam sendo pagas, pessoas que haviam registrado o boletim de ocorrência, mas estavam voltando porque haviam recebido seus valores. Então tudo transcorria dentro da normalidade e da boa fé do inquérito da DECOTEC. Midiaticamente do dia pra noite a SOI, infelizmente tem esse perfil midiático de operações midiáticas, resolveu fazer um procedimento autônomo e conseguiu a prisão, e na verdade não só a prisão, ela conseguiu a prisão e conseguiu tumultuar o inquérito que já seguia da DECOTEC", relatou. 


Segundo o advogado, a operação resultou na prisão de pessoas que sequer figuravam no primeiro inquérito, entre elas funcionários da empresa que, de acordo com a defesa, não teriam qualquer relação com os fatos investigados. Fernando Amaral também criticou a atuação da Superintendência de Operações Integradas (SOI), afirmando que não houve uma investigação efetiva e classificando a operação como um "circo armado".

"Eu digo que não teve o mínimo de investigação com dados concretos. A portaria de instauração do inquérito da SOI aconteceu no dia 30 de junho e no mesmo dia 30 de junho se pediu a prisão de todo mundo. Não houve investigação! Existe na verdade um circo armado para conseguir likes no Instagram", concluiu.

A operação

O proprietário e CEO da DF Group, Douglas Fonseca, foi preso na tarde desta sexta-feira (10), em Teresina. Ele e a empresa foram alvos de uma operação que investiga uma organização criminosa investigada por estelionato qualificado por fraude eletrônica, associação criminosa e lavagem de dinheiro, em Teresina. 


A TV Antena 10 apurou que ele e outras 12 pessoas foram presas suspeito de envolvimento no esquema. A operação cumpriu mandados de prisão, busca e apreensão, bloqueio de contas, apreensão de veículos e suspensão das atividades comerciais na sede da empresa DF Group, localizada no edifício comercial Eurobusiness, na Avenida Raul Lopes, na zona Leste de Teresina.

De acordo com as investigações, o grupo atuava de maneira estruturada, utilizando golpes eletrônicos para obter vantagens ilícitas e mecanismos para ocultar e dissimular os valores obtidos com os crimes.

A operação é coordenada pela Superintendência de Operações Integradas (SOI) e conta com o apoio de diversas forças de segurança, como a Força Estadual Integrada de Segurança Pública (FEISP), Batalhão Especial de Policiamento do Interior (BEPI), Batalhão de Operações Especiais (BOPE), Diretoria de Inteligência Estratégica (DINTE), Diretoria de Operações de Trânsito (DOT) e Gerência de Operações e Investigações Criminais (GOIC).

Fonte: Portal A10+


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