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Uma operação integrada das forças de segurança do Piauí, deflagrada nesta sexta-feira (10), colocou no centro das investigações o empresário Douglas Fonseca e um grupo suspeito de integrar um esquema milionário de fraudes financeiras por meio da empresa DF Group. Apontado como líder do esquema, Douglas Fonseca é investigado por atrair investidores com promessas de lucros de até 10% ao mês , rendimentos considerados fora da realidade do mercado.
Segundo a Polícia Civil, ele utilizava as redes sociais para ostentar uma vida de luxo, com carros importados, viagens internacionais e bens de alto valor, estratégia que ajudava a reforçar a credibilidade do suposto negócio. De acordo com as investigações, parte dessa imagem era construída artificialmente. O sistema apresentado aos investidores, que indicava rentabilidade dos aportes, também seria manipulado para exibir ganhos fictícios.
Quem são os presos
Além de Douglas Fonseca, outras oito pessoas foram presas durante a operação, todas suspeitas de participação no esquema:
- Victoria Gabriely Conceição Fonseca Araujo
- Ícaro Teixeira de Sousa
- Milena Alves Torres
- Viviane Alves da Silva
- Eduardo Lima de Sousa
- Jaquenilson Alvino de Sousa Abreu
- Caio Guilherme Campelo
- Caio Fonseca Araújo
- Janda Maira de Sousa Silva
Outros dois investigados seguem foragidos.
Grupo movimentou cerca de R$ 100 milhões
Com base em relatórios do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), a Polícia estima que o grupo tenha movimentado aproximadamente R$ 100 milhões nos últimos dois anos. Apesar de divulgar que atuava havia entre cinco e sete anos no mercado, a investigação aponta que os registros das empresas ligadas aos investigados são mais recentes.

Reprodução
Também há informações sobre investigações envolvendo o principal suspeito no estado de São Paulo, embora a Polícia Civil do Piauí ainda esteja levantando detalhes junto às autoridades paulistas.
Número de vítimas pode aumentar
Até o momento, a Polícia acredita que somente em Teresina existam cerca de 70 vítimas identificadas, mas esse número pode crescer nos próximos dias, à medida que novos boletins de ocorrência forem registrados.
A Secretaria de Segurança Pública orienta que pessoas que investiram recursos na DF Group procurem qualquer delegacia ou utilizem os canais oficiais para registrar ocorrência. Segundo os investigadores, muitas vítimas ainda não haviam denunciado o caso por acreditarem que receberiam os valores prometidos.
Os presos passarão por audiência de custódia, enquanto o inquérito deverá ser concluído nos próximos dias. A Polícia também informou que pedirá a conversão da prisão dos dois investigados foragidos em prisão preventiva caso eles não se apresentem à Justiça.