📲 Siga o A10+ no Instagram, Facebook e Twitter.
O delegado Cláudio Mendes, da Polícia Civil do Maranhão, deu novos detalhes sobre a prisão do ex-diretor Alberto Luiz Freitas Monção, acusado de abusar de crianças em uma creche. Capturado na sexta-feira (10), em Teresina, após fugir ao romper a tornozeleira eletrônica, o homem foi recapturado após voltar a carregar o próprio equipamento dias depois. A investigação apontou que ele mantinha um caderno com nomes das vítimas e o grau de autismo de cada uma.
"A partir do momento que nós tomamos conhecimento da decretação de sua prisão e que ele havia desligado a tornozeleira e se evadido daqui de Timon, nós passamos a realizar uma intensa busca na região e, pela manhã, nós tivemos conhecimento de que ele havia saído da zona rural de Timon e ido para Teresina, se escondendo em um kitnet" contou à imprensa.

Reprodução
De acordo com o delegado, nas buscas na residência dele, os policiais encontraram um caderno com anotações contendo os nomes das crianças vítimas e, inclusive, o grau de autismo de cada uma. Ainda de acordo coma a investigação a maioria das vítimas identificadas até o momento é do sexo masculino.
"Durante a busca realizada na residência dele, foi encontrado um caderno que havia o nome dessas crianças e o grau de autismo. Ele escolhia as crianças que eram não verbais, que não falavam, e para justamente ele cometer esse crime e garantir a impunidade. Ele escolhia essas crianças, ia na sala de aula, como diretor adjunto, pegava a criança com a desculpa de ar uma aula de reforço ou de ajudar a professora que estava sozinha, então ele retirava essas crianças, cometia o abuso sempre nessa mesma sala. Após o abuso ele dava brinquedo, bola ou uma boneca. As principais vítimas também eram do sexo masculino, tinham meninas também, mas a maioria do sexo masculino", detalhou.
Conforme a investigação, ele rompeu a tornozeleira eletrônica e a desligou nas proximidades da rodoviária de Timon, possivelmente para induzir a polícia a acreditar que ele havia deixado o estado. Dias depois, por motivos ainda desconhecidos, Alberto Luiz voltou a carregar a bateria do equipamento. Essa ação permitiu que as forças de segurança rastreassem novamente sua localização, e realizassem a prisão.
"O que foi interessante, depois que ele rompeu a tornozeleira e teve a decretação da prisão decretada, foi o trabalho da imprensa em divulgar, porque com isso, não se sabe por que, diante da repercussão, ele voltou a carregar a bateria, a sua tornozeleira, depois de três dias, então por isso nós conseguimos localizar ele pela manhã [...] no domingo ele ainda fez uma coisa interessante, ele desligou a tornozeleira em frente à rodoviário de Timon, acho que para fazer acreditar que ele havia pegado o ônibus ali, embora tenha ido embora do estado", contou o delegado.
A suspeita da polícia é que ele tenha ficado com medo da reação das pessoas após a divulgação da fuga: "Ele voltou atrás, ficou com medo, talvez, de ser morto, porque nas redes sociais eu vejo o clamor das pessoas com relação a fazer justiça com as próprias mãos", disse.
Após a prisão, o acusado foi encaminhado à Central de Flagrantes de Teresina, onde permanece à disposição da Justiça. O caso segue em investigação.
Soltura do ex-diretor
A Justiça do Maranhão determinou a soltura de Alberto Luiz Freitas Monção, acusado de abusar sexualmente de crianças em uma creche localizada em Timon, no Maranhão. Na época dos fatos, ele atuava como diretor-adjunto da instituição, que chegou a ser interditada após a divulgação das denúncias. A decisão foi proferida pelo juiz Rogério Monteles.

O A10+ apurou que o Ministério Público não apresentou a denúncia dentro do prazo legal e também concordou com a prorrogação solicitada durante a fase de investigação. De acordo com a decisão judicial, essa medida teria excedido os limites previstos pelo Código de Processo Penal.
Apesar da revogação da prisão, a Justiça do Maranhão entendeu que a permanência do investigado em liberdade ainda representa uma ameaça às vítimas, à sociedade e à ordem pública. Em razão disso, a prisão preventiva foi substituída por um conjunto de medidas cautelares impostas pelo Judiciário.
Fonte: Portal A10+