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Um homem de 30 anos, condenado a 21 anos de prisão por roubos praticados no Piauí e no Maranhão, foi recapturado pela Polícia Civil em Timon. Ele estava foragido desde outubro de 2025 quando recebeu o benefício da saída temporária e não retornou mais ao sistema prisional. Durante a saída temporária a que tinha direito, o homem sofreu uma tentativa de homicídio e ficou paraplégico. Segundo as informações, três projéteis permanecem alojados em seu corpo até hoje.
À TV Antena 10 e ao A10+, o delegado Cláudio Mendes explicou que o homem acumulava condenações por crimes cometidos nos dois estados, principalmente roubos de motocicletas e celulares. No Piauí, ele foi condenado por crimes praticados em Esperantina. Já em Timon, também recebeu outra condenação. Somadas, as penas chegaram a 21 anos de reclusão, dos quais ainda restam 15 anos a cumprir.

“Esse indivíduo praticou muitos roubos ao longo dos anos, tanto no Piauí como no Maranhão. Sempre gostava de roubar motocicletas, celulares e, no Piauí, ele praticava esses crimes em Esperantina. Lá ele foi julgado, foi condenado a uma pena. Aqui em Timon também foi julgado em um dos processos e condenado a outra pena”, explicou o delegado Cláudio Mendes.
Durante o período em que estava foragido, o homem foi vítima de uma tentativa de homicídio na Cidade Nova, em Timon. Segundo a polícia, ele estava na porta da casa do pai quando foi atingido por três disparos de arma de fogo. Os tiros atingiram a perna, a coluna e o braço.
“Ele foi para casa, estava com um tiro na perna, um na coluna e outro no braço. Não procurou atendimento médico porque não queria ser preso. Dizia que preferia morrer e ficou esse tempo todo de cama. Acabou ficando paraplégico e as pernas dele atrofiaram. Ainda restam 15 anos de pena para ele cumprir, de acordo com o mandado de recaptura. Fomos até essa residência que descobrimos onde ele estava e demos cumprimento ao mandado de prisão contra esse cidadão”, afirmou o delegado.
O estado de saúde do homem também deverá ser analisado pela Justiça. As três balas continuam alojadas no corpo. Durante a prisão, ele precisou ser colocado dentro da viatura com ajuda da mãe.
“Hoje é o dia de custódia dele. O juiz vai decidir se ele vai cumprir essa pena, se vai para o hospital, já que nunca procurou atendimento médico, se vai para o presídio ou se vai para casa cumprir essa pena. Isso é o que vai decidir o Judiciário”, afirmou o delegado.
Fonte: Portal A10+