📲 Siga o A10+ no Instagram, Facebook e Twitter.
O Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) concluiu o inquérito sobre o assassinato de Victor Rafael Silva de Jesus, de 23 anos, ocorrido em 1º de setembro de 2024, no bairro Alto da Ressurreição, zona Sudeste de Teresina.O jovem foi atingido por pelo menos quatro disparos de arma de fogo e morreu ainda no local. O delegado Bruno Ursulino relatou à TV Antena 10 e ao A10+ que a vítima trabalhava e não possuía antecedentes criminais. O autor dos disparos foi um adolescente de 17 anos, identificado apenas como Pecinha, um outro envolvido, Sávio Guilherme também participou do crime, mas morreu em uma tentativa de assalto.
O delegado detalhou que no dia do crime os bandidos se reuniram com o objetivo de realizar assaltos e utilizavam um veículo roubado dias antes na região do bairro Deus Quer. Durante a ação criminosa, ao entrarem no Alto da Ressurreição, teriam avistado Victor Rafael e, com base apenas nas roupas que ele vestia, camisa preta e bermuda com estampa do Bob Marley, o classificaram como “inimigo” e o motorista do veículo ordenou que Pecinha descesse do veículo e atirasse contra a vítima.

“Os suspeitos desse caso, eles se reuniram nesse dia para realizar assaltos. Para a realização desses assaltos, eles utilizaram um veículo que haviam roubado na região do Deus Quer, dias antes. Durante essas ações de assalto, quando eles ingressam ali na região da Alta Ressurreição, eles visualizam o indivíduo e, pelas características desse indivíduo, eles definem aquele indivíduo como um dito ‘sujo’, na linguagem deles. Diante dessa denominação, o indivíduo que vinha dirigindo esse carro, fala para o autor executor, que é um menor de idade, que já se encontra apreendido, para que ele desça do veículo e efetuou os disparos contra a vítima”, detalhou.
No momento do crime, outra pessoa estava com a vítima, mas conseguiu fugir. Em depoimento, o menor afirmou que não conhecia Victor Rafael e que não havia qualquer rixa anterior. A motivação teria sido apenas o fato deles estarem em uma área de facção rival para realizar assaltos e terem visto a vítima e, apontado ela, como membro da organização rival.
“A vítima, quando a gente interroga aqui o menor, ele nos fala que não era conhecido deles, não existia uma rixa pré-determinada. No entanto, como eles estavam em uma região em que é definida por eles como área inimiga, tanto que por isso que eles estavam lá fazendo assalto, aí eles já declinam nesse sentido de tirar a vida dele. Tanto que ele nos descreve exatamente a roupa que a vítima se encontrava, vestido com uma camisa preta e uma bermuda do Bob Marley. Na concepção deles, foi suficiente para identificá-lo como um indivíduo inimigo deles. E aí ele afetou o disparo de arma de fogo sem dar nenhuma possibilidade de defesa nem de fuga”, afirmou o delegado à TV Antena 10.
O delegado destacou que “Pecinha” teria agido junto com Sávio Guilherme, que posteriormente morreu em confronto durante um latrocínio também no Alto da Ressurreição. Na ocasião, o sargento J. Oliveira foi baleado, mas conseguiu reagir e atingir Sávio, que morreu ainda no local. Dias depois, o militar também veio a óbito em decorrência dos ferimentos.
“O Pecinha não agiu sozinho nesse caso, ele agiu com o Sávio, que inclusive já foi morto em confronto. O Sávio Guilherme, ele foi morto em um confronto, em um latrocínio que aconteceu lá na região do Alto da Ressurreição também, em que o Sargento J. Oliveira foi vítima, mas que antes de vir a óbito, lá durante o confronto, ele consegue atingi-lo e aí ele é neutralizado lá no local ainda”, disse.

Histórico de Pecinha
O delegado Bruno Ursulino também detalhou que “Pecinha” é um indivíduo conhecido pela polícia por envolvimentos com diversos delitos. Segundo ele, o menor teria ingressado no mundo do crime aos 15 anos, após ser cooptado por integrantes da facção Bonde dos 40, e teria participado de alguns homicídios como forma de ascensão dentro da organização.
“A gente sabe que ele ingressa nesse mundo criminoso desde os 15 anos de idade, em que ele é cooptado por indivíduos que exercem a disciplina de uma determinada facção lá na Zona Sudeste e ele é chamado a cometer crimes graves, como por exemplo, homicídio. Nessa de praticar homicídios como uma forma de ter ascensão dentro da facção”, destacou.
A polícia revelou ainda que “Pecinha” recentemente sofreu um atentado, no qual um amigo dele, identificado como Éverton Clemente de Sousa, de 18 anos, morreu. Ao ser interrogado ele admitiu ainda a participação em pelo menos outros quatro homicídios na região. “Recentemente, ele sofreu um atentado que quase tiraram a vida dele e tiraram a vida de um amigo dele. Posteriormente a isso, a gente consegue interrogá-lo e a gente confronta ele com informações que foram conseguidas pela nossa equipe de investigação. Tendo em vista a riqueza de detalhes que a gente consegue, ele não refuta nenhuma prova que foi juntada nos autos. Com isso, ele acaba afirmando, de fato, que teve envolvimento tanto nesse crime como em outros quatro homicídios aqui na nossa região”, concluiu.

Divulgação
Fonte: Portal A10+