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Familiares e amigos de Ângela Maria Santos se despediram da vítima de feminicídio nesta terça-feira (12), em uma funerária no Centro de Teresina. A mulher, de 39 anos, morreu após passar quatro dias internada no Hospital de Urgência de Teresina (HUT), em consequência de graves queimaduras provocadas durante um ataque do ex-companheiro.
Durante o velório, familiares demonstraram revolta e pediram justiça. O irmão da vítima, Raimundo dos Santos, afirmou que a família acompanha o caso de perto e teme que o suspeito utilize questões psicológicas como argumento para evitar uma condenação maior.

“É um momento muito difícil para a família. Há quatro dias eu não durmo, e muita coisa já passou pela minha cabeça. Também fiquei sabendo que ele ainda está internado no HUT. Disseram que ele tem problemas e até que estão atribuindo a ele um problema psicológico, mas não tem condição de um homicida viver no meio da sociedade. A gente quer justiça, tem que ser feita a justiça. Eu vou acompanhar tudo, nunca vou esquecer minha irmã. A identidade dela está na minha carteira e a justiça precisa ser feita. Está muito difícil, muitas mulheres morrendo, cada dia mais homicídios, e os vereadores e prefeitos não mudam a lei, não fazem nada. Alguma coisa precisa ser feita”, disse Raimundo dos Santos.
A irmã de Ângela Maria, Andréia Maria, também falou sobre a dor da perda e acusou o suspeito de ter planejado o crime de forma cruel, utilizando substâncias inflamáveis para assassinar a vítima.
“Um bandido desse, um psicopata, não pode ser solto. Ele tem que pagar pelo que fez, porque planejou tudo. Ele arquitetou para maltratar minha irmã ao máximo. Misturou dois produtos inflamáveis, pesquisou, usou diesel com gasolina para fazer minha irmã sofrer e não ter chance de sobreviver. Ele é um monstro, tem que apodrecer na cadeia. Não pode conviver no meio da sociedade depois do que fez com minha irmã. Então eu quero justiça, justiça pela minha irmã”, declarou Andréia Maria.
Entenda o caso
José Antônio não aceitava o fim do relacionamento de 17 anos, encerrado há cerca de três meses. Ele já utilizava tornozeleira eletrônica por uma outra tentativa de assassinato contra a ex-companheira.
De acordo com as investigações, José Antônio arrombou o portão da residência antes de atacar as vítimas com um líquido inflamável e provocar o incêndio. As duas mulheres sofreram queimaduras e foram socorridas pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU), sendo encaminhadas ao Hospital de Urgência de Teresina (HUT). A ex-companheira morreu e a mãe dela segue internada.
Fonte: Portal A10+