📲 Siga o A10+ no Instagram, Facebook e Twitter.
Mais de 99 pessoas foram presas em 33 municípios durante a Operação Cerco Fechado, deflagrada nesta quinta-feira (24) no Piauí. Do total, 23 prisões estavam relacionadas a homicídios consumados ou tentados. Também foram apreendidas 21 armas de fogo, 72 celulares e entorpecentes com 14 dos alvos. Durante coletiva de imprensa, delegados da Polícia Civil deram detalhes sobre os crimes praticados por alguns dos alvos.
Entre os presos estão pessoas que já haviam sido condenadas por homicídio e permaneciam foragidas. A Diretoria de Inteligência fez um levantamento de mandados do Departamento de Homicídios e de Proteção à Pessoa e da Vara do Júri, incluindo condenados que fugiram após a sentença. Algumas dessas prisões foram realizadas em outros estados, com apoio das polícias locais.

Reprodução/TV Antena 10
“Nós selecionamos mandados do DHPP, da própria Vara do Júri, de mandados antigos de homicídios já condenados que haviam fugido. Inclusive, temos prisões em vários estados da federação. Você vai ver nos informativos que tivemos prisões em Goiás, em outros estados, com o auxílio das polícias desses locais. Então, nossa Diretoria de Inteligência focou principalmente na questão dos mandados de prisão por homicídio”, disse o delegado Luccy Keiko.
Um dos casos citados durante a coletiva foi o de um homem preso em Campo Maior. Segundo a Polícia Civil, ele e o pai foram condenados a 20 anos de prisão pelo Tribunal do Júri pela morte do patrão, em Buriti dos Montes.
“Inclusive, de um indivíduo que eu mencionei agora há pouco, que ele, juntamente com o pai, mataram o patrão em Buriti dos Montes, a golpes de enxada. Foram condenados a 20 anos pelo Tribunal do Júri, o indivíduo Guilherme e o pai dele, e ele foi preso em Campo Maior. Então, um levantamento muito bem feito da Diretoria de Inteligência, porque era inconcebível que o indivíduo pratique um crime realmente que ceifa a vida, um crime que abala a sociedade, que é o homicídio, que ele seja investigado, que ele seja condenado e não seja preso”, explicou Keiko.

Além dos homicídios, a operação alcançou suspeitos de tráfico de drogas, roubos e integrantes de facções criminosas. Em uma das prisões, os policiais encontraram um homem tentando avisar a presença das esquipes policiais na região.
“Teve uma prisão realmente em que, quando capturaram o indivíduo, ele estava com o celular aberto, e eles viram que ele tinha mandado uma mensagem, dizendo que tinha visto as viaturas passando na região. Ele informou lá no grupo, mas não deu tempo, a polícia já estava em cima e capturaram esses bandidos aí”, disse o delegado.
O DRACO também cumpriu 30 medidas relacionadas a adolescentes investigados por atos infracionais, principalmente roubos praticados em Teresina.
“O DRACO focou na questão de investigações cujos autores investigados eram adolescentes. Alguns já maiores de idade, com mais de 18 anos, na época da deflagração da operação, mas todos tiveram a questão da internação, da busca e apreensão deferida pelo Poder Judiciário. E foram 30 alvos relativos a investigações de atos infracionais. Hoje o DRACO cumpriu 30 alvos relativos a adolescentes, que cometeram principalmente crimes de roubo aqui na capital Teresina. Nós já temos 99 prisões devidamente registradas, né? 23 delas por homicídio ou tentativa de homicídio. Também temos, além dessas 99 prisões, 21 armas de fogo apreendidas, que é um número muito relevante. São armas que poderiam ser utilizadas para o homicídio, para roubo, para criminalidade violenta. Então, também temos prisões por tráfico de drogas, prisões por roubo, mas a maioria dessas prisões são por pessoas relacionadas a crimes violentos, com grave ameaça, né? E também prisões por facções.”
Fonte: Portal A10+