"Eu sou a vítima", diz tia de recém-nascida que foi indiciada pela polícia por difamação e calúnia contra enfermeira em Teresina; VÍDEO! - Balanço Geral Piauí
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INQUÉRITO

"Eu sou a vítima", diz tia de recém-nascida que foi indiciada pela polícia por difamação e calúnia contra enfermeira em Teresina; VÍDEO!

Tudo começou quando Daniela Beatriz divulgou imagens de duas mulheres, sendo que apenas Auricélia Rocha tentou sequestrar sua sobrinha em maternidade


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A Polícia Civil do Piauí concluiu nesta quinta-feira (16) um inquérito que apurava um caso de calúnia e difamação relacionado à uma supervisora da maternidade Dona Evangelina Rosa, que foi acusada, injustamente, de participação na tentativa de sequestro contra uma recém-nascida no último dia 06 em Teresina. A tia do bebê, que fez a acusação, foi indiciada. Ela alega que é vítima no caso após ter sido processada pela enfermeira e, agora, indiciada pelos crimes. 

De acordo com a delegada Amanda Bezerra, responsável pelo inquérito, são duas investigações distintas, sendo uma relacionada ao crime de tentativa de sequestro e a segunda relacionada à calúnia e difamação.

  

Tia de bebê vítima de tentativa de sequestro é indiciada pela polícia Reprodução

   

As investigações descartaram qualquer envolvimento da enfermeira supervisora no crime e, por isso, a autora das acusações foi indiciada pela polícia. Apenas a técnica de enfermagem Auricélia Rocha é que tem participação direta no caso. 

"Ela foi citada, inclusive, com fotos divulgadas em redes sociais e em sites, afirmando que ela teria participação direta no crime, quando, na verdade, ela comprovou que não houve qualquer participação. A autora (tia do bebê) foi indiciada e o processo encaminhado à Justiça, sendo que o titular da ação penal, Ministério Público, tomará as decisões que entender cabíveis no caso, em concreto.", explicou a delegada.

O inquérito foi aberto logo após denúncia realizada pela vítima das acusações. A enfermeira já teria processado Daniela Beatriz, tia do bebê, anteriormente.

Enfermeira processa tia por acusação relacionada à tentativa de sequestro de recém-nascido

Em nota enviada ao A10+, a enfermeira Ingrid Ohana Gomes da Cruz Galvão informou que ingressou com medidas judiciais contra a tia do recém-nascido, Daniela Beatriz, após ser acusada de envolvimento na tentativa de sequestro de um recém-nascido na Nova Maternidade Dona Evangelina Rosa. O caso ocorreu no último dia 6 de julho. A suspeita Auricélia de Sousa Rocha foi presa pelo crime horas depois. De acordo com as investigações, ela teria agido sozinha, sem a participação ou auxílio de outras pessoas.

A profissional afirmou que não tem qualquer participação no crime e não é investigada, afirmando que estava na unidade apenas no exercício de sua função como supervisora no momento da ocorrência.

"DETERMINAR que a ré se abstenha, a partir da intimação pessoal desta decisão, de divulgar ou compartilhar fotografias, vídeos ou dados pessoais que exponham a imagem e a identidade da autora associando-as ao referido evento. FIXAR, com fulcro nos arts. 497 e 536, § 1º, do CPC, multa cominatória (astreinte) no valor de R$ 500,00 (quinhentos reais) para cada novo ato de descumprimento da obrigação de não fazer acima estipulada, limitada a R$ 5.000,00 (cinco mil reais), sem prejuízo de posterior majoração em caso de recalcitrância.”, diz trecho da decisão.

"Eu sou a vítima", diz tia 

Em vídeo publicado nas redes sociais, Daniela Beatriz aparece aos prantos, questionando o porquê do direito da enfermeira processá-la, alegando que é a vítima da situação.


"Como assim, gente? Eu sou a vítima e a mulher ainda tem direito de estar me processando. Ainda ver essa delegada e defender ela, porque aí ela tá só defendendo ela. Ela tá parecendo mais como uma advogada", lamentou.

Sem mostrar provas concretas, Daniela reafirmou que a enfermeira, no momento da situação, teria omitido informações e, segundo ela, não prestou socorro à vítima.

Prisão de técnica de enfermagem

Após a prisão da técnica de enfermagem Auricélia de Sousa Rocha, que tentou sequestrar um recém-nascido da Nova Maternidade Dona Evangelina Rosa, o delegado Hugo Alcântara, da Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente (DPCA), concedeu entrevista à imprensa e explicou que a mulher cometeu o crime em um dia de folga e que sua profissão dentro da maternidade ajudou na ocorrência.


"Ela foi até o hospital a pretexto de resolver questões administrativas, já que não era o dia de trabalho dela, e lá aproveitou do conhecimento que já tinha da unidade, de ser funcionária de lá, subir a andar determinado, se paramentou com as roupas cirúrgicas, as roupas de enfermagem, conversou com várias pessoas nos leitos da maternidade, né? E se aproximou da família da vítima, do bebê recém-nascido, que é uma família vulnerável, a mãe do recém-nascido tem 14 anos, e lá, a pretexto de agilizar os exames pra saída, conseguiu convencer a tia a acompanhá-la, né? Até que, no momento que ela conseguiu levar, disse que não podia acompanhar, que tinha que levar a criança sozinha, depois retornou e entrou no banheiro sem a criança, o que gerou desconfiança da tia, que adentrou o banheiro e viu, então, que ela carregava a sacola com muito zelo, e abriu a sacola e viu o bebê recém-nascido dentro", detalhou o delegado.

Fonte: Portal A10+


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