Vítimas eram pagas por sexo em Teresina, mas desconheciam gravações clandestinas e distribuição dos vídeos em plataformas, diz delegado - Balanço Geral Piauí
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HOMEM FOI PRESO

Vítimas eram pagas por sexo em Teresina, mas desconheciam gravações clandestinas e distribuição dos vídeos em plataformas, diz delegado

Vídeos, que eram vendidos por até R$ 100, foram gravados em encontros ocorridos há mais de um ano e vinham sendo compartilhados em redes sociais


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O delegado Humberto Mácola, do Departamento de Repressão aos Crimes de Internet, concedeu entrevista à imprensa, nesta sexta-feira (29), e explicou como agia José Cleuton, investigado e preso por gravar e divulgar vídeos de conteúdo sexual produzidos por ele sem a autorização das vítimas. De acordo com o delegado, as pessoas envolvidas recebiam pagamento pelos encontros.

Durante a entrevista, o delegado informou que os vídeos foram gravados em encontros ocorridos há mais de um ano e vinham sendo compartilhados em redes sociais, incluindo o Telegram. Segundo ele, as vítimas recebiam pagamento pelos encontros, mas desconheciam a existência das gravações e a posterior divulgação do material. Até o momento, pelo menos sete pessoas já registraram boletins de ocorrência relacionados ao caso.

  

Delegado detalha como atuava investigado por vender conteúdos sexuais em Teresina
Divulgação

   

"Essa operação iniciou com o relato de pelo menos sete vítimas que chegaram aqui desesperadas, porque vídeos delas tinham sido divulgados no Brasil inteiro. Inclusive pessoas do Rio de Janeiro, ligando para elas, informando que esses vídeos tinham sido vazados, com cenas de sexo explícito e pornografia, incluindo menores de idade. Há alguns anos atrás, inclusive menores de idade, ele atraía, fazia um pagamento para elas, oferecia valores. E no momento dessas filmagens, ele utilizava um artifício para elas não perceberem que estavam sendo filmadas", detalhou.

Além de filmar e divulgar por valores que variavam de R$ 75 a R$ 100, o investigado estava utilizando publicidade em cima dos vídeos. Após ter conhecimento do caso, as autoridades entraram com recurso e conseguiram retirar os conteúdos do Telegram, onde estavam sendo divulgados.

  

Homem preso pela Polícia Civil por crime sexual
A10+/TV Antena10

   

"Já temos, dentro do inquérito, material que comprova que ele não apenas participava das gravações, mas também divulgava o conteúdo como se integrasse uma rede de filmagem, produção e elenco, inclusive realizando publicidade sobre esse material pornográfico. O Telegram atendeu prontamente à nossa solicitação. Assim que protocolamos o pedido, o vídeo foi removido. Além disso, solicitamos uma medida adicional para que todos os vídeos relacionados a esse conteúdo e às vítimas, que eventualmente venham a ser publicados e indexados, também sejam retirados de qualquer plataforma", afirmou.

A polícia investiga se vídeos também foram publicados em plataformas tradicionais de conteúdos pornográficos para que também sejam derrubados.

Compradores dos conteúdos podem ser responsabilizados

Segundo o delegado, dentre as vítimas estavam alguns adolescentes e pessoas que compraram ou tenham conteúdos relacionados a esse público podem ser responsabilizadas, uma vez que configura crime.


"É notório que nas filmagens se encontram menores de idade, então, de acordo com o ECA, o ECA digital agora foi promulgado, se você tiver no seu computador, se você tiver no seu celular, dispositivo informático, qualquer imagem, vídeo de menor de idade em atos sexuais, pornográficos infantis, você pode ser responsabilizado", concluiu.

Conteúdos gravados através de pasta 

José Cleuton, preso na manhã desta sexta-feira (29), investigado por registrar relações sexuais e divulgar imagens pornográficas, sem consentimento das vítimas, escondia celular dentro de uma pasta de documentos adaptada para que os momentos fossem gravados sem que os demais envolvidos desconfiassem.

Segundo o delegado Humberto Mácola, o suspeito utilizava duas pastas idênticas adaptadas para ocultar celulares usados nas gravações. Ele fazia pequenos furos do tamanho da lente dos aparelhos e, no interior das pastas, fixava capas de celular para manter os dispositivos na posição ideal para registrar imagens sem levantar suspeitas.

Operação Lente Oculta

A Polícia Civil do Piauí prendeu, nas primeiras horas da manhã desta sexta-feira (29), um homem que ainda não teve a identidade divulgada, suspeito de registrar e divulgar na internet imagens sexuais e íntimas sem consentimento das vítimas em Teresina. 


Ao A10+, o delegado Humberto Mácola confirmou o fato e disse que a prisão aconteceu no bairro Santa Maria da Codipi, zona Norte da capital, durante deflagração da Operação Lente Oculta. O criminoso registrava momentos íntimos, sem as vítimas saberem, e em seguida compartilhava na internet. Dentre as vítimas haviam adolescentes.

Bebidas foram apreendidas

Durante a ação, a polícia apreendeu materiais, incluindo diversas garrafas de bebidas, dentro da residência do indivíduo. A polícia investiga se esse material seria falsificado.

  

Bebidas apreendidas com homem preso por registrar vídeos íntimos sem consentimento das vítimas em Teresina
Divulgação

   

"Adentramos na residência e encontramos um número excessivo também de bebidas alcoólicas, de lacres, tampas de uísque, de marcas famosas, o que denota uma possível falsificação, ou mesmo uma utilização até de algum produto nocivo saúde. Claro, a perícia irá investigar", finalizou.

Fonte: Portal A10+


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