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“Isso é uma vergonha”: alunos reclamam de superlotação e calor em transporte escolar de Batalha

Vídeo que circula nas redes sociais mostra estudantes questionando uso de uma Kombi e cobrando prefeito Zé Luiz do Frango


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A situação do transporte escolar em Batalha provocou críticas nas redes sociais após um vídeo mostrar estudantes reclamando das condições encontradas durante o deslocamento. O caso, que ocorreu em agosto de 2026, gerou forte repercussão porque os alunos reclamaram que esperavam um ônibus escolar, mas acabaram sendo transportados em uma Kombi (chamada por eles de "caixa de fósforo"), enfrentando superlotação e calor extremo. Em determinado momento, um estudante cobra diretamente o prefeito Zé Luiz do Frango (PP): “Isso é uma vergonha. Olha só o tamanho deste carro. Cadê o prefeito dessa cidade?”. O conteúdo registra a reclamação dos estudantes, mas não permite, isoladamente, concluir se houve irregularidade na prestação do serviço.

  
“Isso é uma vergonha”: alunos reclamam de superlotação e calor em transporte escolar de Batalha Divulgação
 
 
 

A cobrança, entretanto, ganha relevância diante do contrato oficialmente registrado no Mural de Contratos do Tribunal de Contas do Estado do Piauí (TCE-PI). O documento mostra que a Prefeitura de Batalha mantém o Contrato nº 01.0308/2026, no valor inicial de R$ 608.291,20, para a prestação continuada de transporte escolar destinado a atender às demandas da rede pública municipal. O contrato foi assinado em 3 de agosto de 2026, tem vigência até 3 de agosto de 2027 e foi firmado por meio do Pregão nº 010/2026. 

O registro do TCE-PI também identifica como contratada Antonio Anderson Soares de Oliveira e informa que o contrato está atualmente em vigência. O documento apresenta, ainda, diferentes rotas e localidades atendidas, com previsão de pagamento por quilômetro percorrido. Entre os trajetos registrados estão localidades como Palmeira, Terra Nova, Buriti Grande, Anajás, Santana, Cacimbas I, Três Lagoas, Curicacas, Alcançus, Poços d’Água, Olho d’Água do Cedro, Patrimônio, Catambo, Assentamento Serra, Assentamento Deserto e Mucambo, entre outras. 

É justamente nesse ponto que a reclamação dos estudantes merece esclarecimento da administração municipal. O contrato existe e está em execução, mas o documento oficial, por si só, não comprova que o veículo mostrado no vídeo esteja irregular ou que tenha havido superlotação. Para confirmar eventual problema, seria necessário saber qual era a rota, quantos alunos estavam sendo transportados naquele momento, qual veículo estava oficialmente destinado ao percurso e se a capacidade do automóvel era compatível com a quantidade de passageiros.

O episódio, portanto, coloca uma questão objetiva para a Prefeitura de Batalha: as condições mostradas pelos estudantes correspondem ao padrão de serviço contratado pelo município? A resposta é especialmente importante porque o transporte escolar é um serviço diretamente ligado ao acesso dos alunos à educação e porque existe um contrato público de mais de R$ 600 mil destinado justamente a garantir esse atendimento. Enquanto os estudantes fazem a cobrança nas redes sociais, cabe à administração explicar o que aconteceu e demonstrar que o serviço está sendo executado dentro das condições previstas.


O espaço segue aberto para o contraditório da Prefeitura e/ou Secretaria Municipal de Educação de Batalha.


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Sobre a coluna

Wesslley Sales

Wesslley Sales

Jornalista, Especialista em Marketing Político, Mídias Sociais e Comunicação Produtor, Apresentador e Repórter na TV Antena10 Radialista e Redator

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