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Um homem identificado como Jalbert Paiva Cardoso, de 41 anos, morreu após passar mais de dois meses internado em decorrência de um disparo de arma de fogo. O tiro teria sido efetuado por um segurança de uma agência bancária no centro de Teresina, no início de fevereiro deste ano.
Segundo informações da família, Jalbert vivia em situação de rua e era usuário de drogas. Na noite do dia 3 de fevereiro, ele e um amigo, também em situação de rua, teriam tentado entrar em uma agência bancária da capital.

Durante a tentativa de acesso ao local, o segurança reagiu e efetuou disparos contra os dois homens. Jalbert foi atingido e socorrido, sendo encaminhado ao Hospital de Urgência de Teresina, onde permaneceu internado e passou por procedimentos cirúrgicos. Ele não resistiu aos ferimentos e morreu mais de dois meses após o ocorrido.
Em relato à família antes de falecer, Jalbert descreveu as circunstâncias em que foi atingido. O irmão da vítima relembrou o que ouviu durante o período em que ele esteve hospitalizado.
"O que ele relatou antes de falecer foi que ele estava lá no Banco do Nordeste, e aí disse que foi alvejado por um disparo de fogo na região das costas, que ultrapassou o corpo dele. E aí a gente ficou lutando com ele esse tempo todo, sem fazer boletim de ocorrência, quando foi ontem ele veio a óbito", disse o irmão de Jalbert à TV Antena 10 e ao A10+.
O familiar também detalhou que, segundo o relato da vítima, ele não chegou a entrar na agência no momento do disparo.
"Ele relatou que chamaram ele lá, para ir lá na frente e entrar. Realmente ele não chegou a entrar, ele estava do lado de fora, na grade, quando foi alvejado por esse disparo, ele caiu próximo a um corrimão que tem na entrada, e aí chamaram o Samu", explicou.
Ainda segundo o irmão, a família questiona a conduta do segurança, considerando que a situação poderia ter sido resolvida sem o uso de arma de fogo. "Ele é uma pessoa em situação de rua, debilitado. O segurança, que é capacitado para uma situação dessa, podia mandar descer, sair, e não atirar contra o morador de rua. Não era motivo para fazer isso", finalizou.
Fonte: Portal A10+