Gastos suspeitos com material de construção terão pente fino do MP na Prefeitura de Canto do Buriti - Bastidores
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INVESTIGAÇÃO

Gastos suspeitos com material de construção terão pente fino do MP na Prefeitura de Canto do Buriti

Investigação pode chegar ao TCE para apurar gastos, falta de transparência e possível uso de material na campanha do prefeito Fellipe Alves (MDB)


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Uma nova investigação contra a Prefeitura de Canto do Buriti e coloca o uso do dinheiro público no centro das atenções. O Ministério Público abriu um inquérito civil para apurar gastos considerados suspeitos com a compra de materiais de construção. O caso pode ser mais sério do que parece.

De acordo com a denúncia que chegou ao órgão, houve um aumento significativo nas despesas, principalmente em 2024, quando o Prefeito Fellipe Alves (MDB) disputava reeleição, com pagamentos feitos à empresa Mauro de Moura Chaves Filho LTDA, conhecida como Casarão Materiais para Construção. O problema é que esses gastos não estariam acompanhados de explicações claras, nem de comprovação de que os materiais realmente foram usados em obras públicas.

  
Gastos suspeitos com material de construção terão pente fino do MP na Prefeitura de Canto do Buriti Reprodução
 
 
 

Na prática, o que levanta suspeita é simples: muito dinheiro gasto, mas poucas evidências de onde esse material foi parar.

E a situação fica ainda mais delicada. Há indícios de que parte desses materiais pode ter sido distribuída a eleitores, o que, se confirmado, configura desvio de finalidade e pode caracterizar improbidade administrativa — ou seja, uso indevido de recursos públicos para benefício político.

Diante disso, o Ministério Público decidiu aprofundar a investigação. A Prefeitura terá que apresentar uma série de documentos, incluindo processos licitatórios, contratos, notas fiscais e comprovantes de pagamento, além de detalhar exatamente onde e como esses materiais foram utilizados. Também será necessário informar quem eram os responsáveis pela fiscalização desses contratos e quais obras ou serviços públicos teriam recebido os produtos.

O Tribunal de Contas do Estado também foi acionado para informar se já existem auditorias ou fiscalizações sobre o caso, enquanto o próprio Ministério Público fará um pente-fino nos dados do Portal da Transparência. Se as irregularidades forem confirmadas, o caso pode resultar em responsabilização dos envolvidos, com possíveis punições por dano ao erário — ou seja, prejuízo direto aos cofres públicos.

Agora, a investigação segue, e a expectativa é que os próximos passos revelem o que realmente aconteceu por trás desses gastos.


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Sobre a coluna

Wesslley Sales

Wesslley Sales

Jornalista, Especialista em Marketing Político, Mídias Sociais e Comunicação Produtor, Apresentador e Repórter na TV Antena10 Radialista e Redator

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