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Francisco Assis da Silva, de 80 anos, trabalhou durante toda a vida e esperava viver a aposentadoria com tranquilidade. No entanto, o idoso enfrenta dificuldades após o benefício ser suspenso. O caso envolve uma possível fraude onde alguém teria se apossado de seu CPF, gerando dívidas em outro estado, enquanto ele próprio passou a constar como morto em sistemas oficiais.
Segundo relatos, todas as cobranças feitas em nome de outra pessoa estão sendo enviadas diretamente para a casa do idoso. Além do nome negativado, ele também precisa lidar com o fato de, oficialmente, estar registrado como falecido, o que resultou na suspensão imediata da aposentadoria.

"Era o dia de eu receber o dinheiro e aí eu fui para o banco caçar o dinheiro e não estava. Fui no outro dia e não estava. Aí eu fui no INSS saber o que tinha acontecido. Cheguei lá no INSS, o cara disse que eu estava como morto. E daí para cá não tive mais alegria para nada, porque o dinheiro acabou. Diz que tem uma pessoa no Pará, que é dona desse CPF, agora o estranho é que ele disse que é filho da mesma minha mãe, as contas dele caem na minha casa, que tudo que ele apresenta lá sou eu que estou de testa de ferro. E nesse caso eu nem conheço essa pessoa, não sei se existe, porque na audiência com o juiz ele não compareceu", disse Francisco Assis.
Além da suspensão do benefício, o idoso, que vive em Timon-MA, também enfrenta problemas constantes com cobranças indevidas. Dívidas que ele afirma nunca ter contraído continuam sendo registradas em seu nome, gerando ainda mais preocupação e desgaste emocional.
"O Serasa me botou três vezes dizendo que eu estava devendo conta que eu nunca comprei. E aí eu fico sempre driblando e correndo para cima para ver se resolve. E essa pessoa disse que existe lá, mas eu não sei se ele existe, porque ele não compareceu na hora da audiência", explicou Francisco Assis.

A situação tem afetado não apenas Francisco, mas também sua família, que acompanha de perto o sofrimento do idoso e tenta ajudar como pode. A filha relata a dificuldade enfrentada pelo pai diante de tantas incertezas e da falta de recursos.
"Está muito difícil, né? A gente está ajudando como pode e vendo ele aqui, ele se entristece, ele fica aqui sozinho, né? Porque a gente não mora aqui. Aí ele fica aqui triste, sem saber o que fazer. A gente quer ajuda, é um direito dele receber, é um trabalhador que trabalhou a vida toda e hoje em dia está nessa situação, tem que resolver, porque ele está aqui vivo", diz a filha.
Há dois anos e seis meses sem receber a aposentadoria, Francisco segue tentando reverter a situação e recuperar o benefício. Ele agora pede ajuda para enfrentar a burocracia e provar que está vivo, na esperança de voltar a ter acesso ao que considera um direito conquistado após décadas de trabalho.
Fonte: Portal A10+