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A prima de uma das vítimas do acidente envolvendo o estudante João Henrique afirmou que a retirada de vídeos dos autos do processo fez a família reviver toda a dor da tragédia. Em entrevista à TV Antena 10 e ao A10+, nesta segunda-feira (18), Sarah Oliveira disse que a notícia causou revolta, sensação de impotência e agravou o sofrimento psicológico enfrentado pelos familiares desde a morte do casal. João Henrique Soares Leite Bonfim, segundo confirmação da polícia, estava sob efeito de álcool quando atingiu a motocicleta ocupada pelo casal.
“É como se a gente passasse novamente pelo acidente, como se tudo voltasse à tona. Vem aquela angústia, aquela sensação de impotência, como se a gente não tivesse valor algum. A família sente revolta, porque além do luto, ainda temos as crianças passando pela falta da mãe”, declarou Sarah.

Durante a entrevista, Sarah criticou a retirada das provas audiovisuais dos autos e afirmou acreditar que o caso foi um crime.
“Eu sei que dinheiro pode pagar para excluir fotos, vídeos, arquivar, para silenciar, mas a justiça de Deus não tem dinheiro que pague. E estamos nos apegando a isso. Enquanto eu puder estar falando em nome da família, eu farei o que for preciso. Ele é um assassino. Não importa o que o juiz não viu sobre as câmeras, mas tenho certeza que todo piauiense viu que aquilo foi um assassinato, um crime. Ele pisou na minha prima como se fosse um lixo. Depois da primeira audiência que eu vi ele lá, de boa com a família dele, enquanto minha prima não está, dá um frio na barriga. Ele matou minha prima, destruiu a nossa família e a gente não pode fazer nada”, desabafou.
A jovem relatou que a tia está em tratamento psicológico e faz uso de medicamentos após a morte da filha. Segundo Sarah, o estado emocional da família piorou após a decisão do Tribunal de Justiça do Piauí de retirar imagens do processo judicial.
“Minha tia não consegue nem tocar no assunto. Ela tá passando por tratamento psicológico, medicamentos. Quando recebe alguma notícia, a pressão sobe, ela fica trêmula. A gente tenta evitar passar informações, mas é impossível porque tudo circula na televisão e nas redes sociais. A saúde dela preocupa muito”, afirmou.

O casal deixou três crianças, entre elas o filho mais novo, que tinha apenas três meses quando os pais morreram. Conforme a jovem, o bebê chegou a passar 15 dias internado em uma UTI após o acidente. As crianças continuam sofrendo com a ausência dos pais, principalmente em datas comemorativas e no ambiente escolar. A filha mais velha, de 12 anos, passou a apresentar comportamento mais reservado e está sendo acompanhada por psicólogos.
“O bebê precisava do colo da mãe e a gente carregando essa dor toda ao mesmo tempo. Até hoje nada foi decidido e a família só recebe notícia ruim. É muito difícil”, disse.

Reprodução
Sarah afirmou ainda que a família do acusado não procurou os parentes das vítimas nem ofereceu qualquer tipo de apoio desde o acidente. "Minha prima era uma pessoa que acreditava muito na justiça. Ficar calada seria como fingir que ela não importava, e ela importava muito para toda a nossa família”, declarou.
Fonte: Portal A10+