📲 Siga o A10+ no Instagram, Facebook e Twitter.
Atualizada às 18h41
O delegado Bruno Ursulino, do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), deu detalhes à TV Antena 10 e A10+ sobre a investigação do feminicídio de Eliane da Silva Santos, de 38 anos, assassinada a tiros na zona Norte de Teresina. O ex-companheiro da vítima, Fabrício Santos Silva, foi preso em um bar no município de José de Freitas, após o crime.
O delegado afirmou, nesta segunda-feira (02), que o casal vivia um período de conflitos e discussões. Segundo o depoimento do suspeito, a motivação do crime teria sido a desconfiança de que Eliane mantinha um relacionamento extraconjugal.
De acordo com Bruno Ursulino, as desavenças já haviam resultado em agressões e na expedição de uma medida protetiva que determinava o afastamento de Fabrício da residência. Após ser notificado, ele deixou o imóvel e passou a morar na casa da mãe, em José de Freitas.
Ainda conforme o delegado, Fabrício saiu de José de Freitas na manhã desta segunda-feira (2) em direção a Teresina. Primeiro, teria ido até a residência de um homem com quem acreditava que a ex-companheira mantinha um relacionamento.
O suspeito teria aguardado nas proximidades até perceber a movimentação do homem. Ao ser reconhecido, o alvo correu, e Fabrício efetuou um disparo, mas não conseguiu atingi-lo. Depois dessa primeira ação, o investigado seguiu para a antiga residência onde morava com Eliane. No imóvel, efetuou um disparo de arma de fogo contra a ex-companheira, que morreu.
“São duas ações posicionadas, duas ações distintas, contra duas pessoas que não se encontravam no mesmo local”, explicou o delegado à TV Antena 10.
Arma foi escondida na casa da mãe
Após o crime, Fabrício retornou a José de Freitas e guardou a arma na casa da mãe. Em seguida, foi para um bar, onde foi localizado e preso pela polícia.
Segundo Bruno Ursulino, o suspeito não ofereceu resistência e indicou aos policiais onde havia escondido a arma. Ao guardar o armamento, ele teria pedido aos familiares que ninguém o manuseasse, afirmando que os policiais poderiam chegar para apreendê-lo.

O delegado destacou que a forma como o investigado agiu depois do crime também será analisada durante a investigação. A polícia apura, ainda, se a enteada de Fabrício estava dentro da residência no momento dos disparos e se chegou a presenciar o assassinato ou foi ameaçada.
A filha mais nova da vítima já havia sido levada dias antes para a casa da avó, em José de Freitas.
Fabrício foi autuado inicialmente por feminicídio. De acordo com o delegado, ele também deverá responder por tentativa de homicídio contra o homem que teria sido alvo do primeiro disparo, além do descumprimento da medida protetiva de afastamento.

Bruno Ursulino afirmou que a investigação vai reunir elementos sobre o possível planejamento do crime, a abordagem ao outro homem e as circunstâncias dos disparos. Ainda segundo o delegado, Fabrício não possuía antecedentes criminais e trabalhava como pedreiro.
Fonte: Portal A10+