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A delegada Nayana Muller deu novos detalhes à TV Antena 10 sobre o feminicídio de Francisca da Silva Souza, de 43 anos. O corpo dela foi encontrado parcialmente despido e em avançado estado de decomposição na cidade de Timon. O principal suspeito do crime, José Miguel de Sousa Santos, chegou a ser conduzido à delegacia no dia 12 de junho, negou envolvimento com o caso e foi solto momentos depois.

A delegada detalhou que a Justiça decretou a prisão preventiva dele após o surgimento de novas provas e indícios de intimidação a testemunhas. A prisão foi determinada pelo juízo da 3ª Vara Criminal, a partir de representação do Ministério Público. Segundo familiares e testemunhas, Miguel não aceitava o término do relacionamento com a vítima, o que teria motivado o crime.
“Foi uma representação do Ministério Público, nos autos de um procedimento cautelar que havíamos protocolado, tendo em vista ter surgido informações de que Miguel, em liberdade, estaria intimidando testemunhas. Com base nessas novas informações, para viabilizar a instrução processual, o Miguel teve a sua prisão preventiva decretada”, detalhou.
Além das ameaças, a investigação apontou novas evidências que reforçaram a suspeita sobre a autoria do crime. Imagens de câmeras de segurança mostram Miguel na companhia da vítima logo após ela sair de um bar, momentos antes do crime.
“Foi realizada a análise das imagens que foram coletadas, nas imediações do local para onde a Francisca havia se dirigido, após deixar os amigos em um outro bar […] após a análise dessas imagens, foi possível verificar, em uma delas, um ponto de passagem da Francisca e do Miguel. Logo após a saída dela do Bar do Delegado … e agora, para a gente, não há mais nenhuma dúvida acerca da autoria do crime”, disse.
A investigação também analisa os objetos encontrados no local do crime, que apresentam vestígios de sangue humano. A perícia agora trabalha para identificar se o material pertence à vítima, o que pode confirmar que a mulher foi morta a pauladas.
Ainda de acordo com a delegada, Miguel nega participação no crime e diz que tem um álibi que, segundo a polícia, não se sustenta diante das novas provas. As investigações seguem em andamento.
Relembre o caso
O corpo de uma mulher identificada como Francisca da Silva Souza, de 43 anos de idade, foi encontrado na tarde do dia 10 de junho de 2026, parcialmente despido e em avançado estado de decomposição na cidade de Timon, vizinho estado do Maranhão. A mulher já estava sendo procurada por familiares há pelo menos uma semana.
De acordo com as informações da polícia, uma denunciante entrou em contato com as autoridades e informou sobre o corpo em uma via pública próximo a um mercantil. De imediato as autoridades foram até o local e constataram o fato.
Após algumas análises, mesmo em avançado estado de decomposição, foi possível identificar que o cadáver seria de Francisca da Silva Souza, conhecida na região como "Francisquinha", que já estava desaparecida há cerca de uma semana e estava sendo procurada por familiares e amigos.
De acordo com a delegada Nayana Muller, desde os primeiros momentos do desaparecimento, familiares e amigos já levantavam suspeitas sobre a participação do ex-companheiro da vítima. Ela também relatou como o corpo foi localizado por moradores da região. Na época, testemunhas relataram episódios de agressões verbais e físicas envolvendo o homem e a vítima antes do desaparecimento.
Fonte: Portal A10+