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O Ministério Público Eleitoral tem registrado uma intensificação das denúncias de possíveis irregularidades durante as Eleições 2026 no Piauí. Segundo o procurador regional Eleitoral Kelston Pinheiro Lages, os relatos envolvem suspeitas de abuso de poder econômico e político, uso da máquina pública, corrupção, fraude em pesquisas e utilização de recursos públicos para financiar portais, campanhas e levantamentos eleitorais.
De acordo com o procurador, as denúncias são analisadas pelo Ministério Público e, quando há indícios que demandam investigação criminal, a Polícia Federal pode ser acionada para apurar a autoria e a materialidade dos fatos.

Entre os casos que chamam atenção está uma denúncia envolvendo possíveis candidaturas que estariam sendo financiadas por organizações criminosas. Segundo Kelston Lages, o MP Eleitoral requisitou à Polícia Federal a apuração da veracidade das informações e da eventual participação de candidatos.
“Recebemos uma denúncia que fala de candidaturas, de possíveis candidaturas que estariam sendo financiadas por organizações criminosas”, afirmou o procurador em entrevista à TV Antena 10 e A10+.
Caso as suspeitas sejam confirmadas, poderão ser adotadas medidas nas esferas eleitoral e criminal. Entre as possíveis consequências citadas pelo procurador estão ações que podem resultar na cassação de diplomas e sanções previstas na legislação penal.
O tema também é acompanhado pelo Tribunal Regional Eleitoral do Piauí (TRE-PI), que criou um Comitê de Segurança para as Eleições Gerais de 2026 com participação de órgãos como Ministério Público Eleitoral, Polícia Federal, Polícia Civil, Polícia Militar, PRF e Abin. Entre as atribuições do grupo está acompanhar informações sobre candidaturas com possíveis vínculos com organizações criminosas.
Denúncias envolvendo igrejas
O procurador também relatou o recebimento de denúncia sobre uma possível influência religiosa no processo eleitoral. O caso foi encaminhado à Comissão de Propaganda Eleitoral para análise.
Segundo ele, até o momento, não houve caracterização da irregularidade no caso recebido pelo Ministério Público. A legislação eleitoral, porém, estabelece restrições a práticas que possam constranger ou influenciar indevidamente a liberdade de escolha do eleitor.

Na segunda-feira (28), uma denúncia envolvendo o possível uso de perfil de uma igreja para beneficiar candidatos nas eleições de 2026 também passou a ser analisada pela Procuradoria Regional Eleitoral. Os nomes da instituição religiosa e dos candidatos não foram divulgados, e uma análise preliminar apontou que os elementos apresentados ainda não seriam suficientes para caracterizar abuso de poder religioso.
Outro ponto destacado pelo procurador foi o volume de denúncias relacionadas à propaganda eleitoral na internet. Segundo ele, o MP Eleitoral já recebeu dezenas de ações envolvendo possíveis infrações no ambiente virtual.
A Justiça Eleitoral tem adotado medidas para retirar conteúdos considerados irregulares e fazer cumprir as regras da campanha. Recentemente, por exemplo, o TRE-PI determinou a suspensão de perfis que divulgaram conteúdo falso produzido com inteligência artificial durante a campanha eleitoral.
O MP Eleitoral também orientou partidos, candidatos e coligações sobre as regras para o dia da votação, incluindo restrições relacionadas à boca de urna, propaganda na internet, uso de inteligência artificial e transporte de eleitores.
Fiscalização será reforçada antes da votação
Segundo Kelston Lages, os órgãos responsáveis pela segurança das eleições devem intensificar a atuação nos dias que antecedem o pleito. Uma reunião no TRE-PI está prevista para discutir estratégias de segurança e integração entre as instituições.
A expectativa é de que as ações coordenadas ajudem a prevenir crimes eleitorais e garantir que os eleitores possam exercer o voto de forma livre. Entre as preocupações estão práticas como compra de votos, transporte irregular de eleitores e outras condutas proibidas pela legislação.
Fonte: Portal A10+