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A Polícia Civil divulgou a imagem de mais um suspeito do caso do latrocínio do comerciante de ouro Edivan Francisco de Moraes, ocorrido em 3 de janeiro deste ano, em Teresina. Trata-se de Pedro Felipe Felix de Sousa, segundo o delegado Natan Cardoso, em entrevista na manhã desta sexta-feira (13), à TV Antena 10 e ao A10+.
"Ele é parente do Adão, que era indivíduo investigado inicialmente no contexto dessa investigação e agora esse indivíduo permanece foragido, mas com a ajuda da população e com os trabalhos de inteligência, iremos com certeza chegar à prisão dele muito em breve", disse o delegado.

Na manhã de hoje, durante operação do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), foi preso Renato Rodrigues Nascimento, conhecido como "Renato Magrão". Com ele, as equipes encontraram uma arma de fogo, que não foi utilizada no crime, além de celulares e joias. Os familiares da vítima irão ser chamados para analisar os acessórios valiosos para identificar se pertenciam ao comerciante.
"Ele foi um dos que entrou na casa da vítima e praticou diretamente ali o crime, ele inclusive foi o indivíduo que dirigiu o carro da vítima, que também foi subtraído na ocasião, e depois foi desovado. Tivemos 3 presos na primeira fase da Operação Caronte. o indivíduo preso na data de hoje já foi interrogado e confessou participação no crime, mas não tinha como não confessar, é uma investigação muito bem instruída", afirmou.
O delegado também detalhou o histórico criminal do indivíduo. "Renato Magrão é um indivíduo de altíssima periculosidade, foragido do sistema penitenciário, contra ele tinham mandados de prisão e também por flagrante de posse legal de arma de fogo de uso restrito, tendo em vista a arma .40, de numeração raspada. São várias passagens pela polícia, é um indivíduo conhecido pelas forças policiais, responsável por assaltos a lotéricas com extrema violência, também foi alvo de operação deflagrada pela Greco, que atualmente é o Draco, à época no ano de 2017, foi preso e aí fugiu ano passado da penitenciária e agora volta a ser preso e esperamos aí que ele responda por seus atos", detalhou.

A cronologia do crime
Edivan Francisco atuava na comercialização de ouro e mantinha contatos frequentes para negociação do metal, realizando transações presenciais, prática comum nesse tipo de comércio. No início de janeiro de 2026, a vítima passou a receber contatos insistentes relacionados a uma suposta negociação de aproximadamente 98 gramas de ouro, avaliadas em cerca de R$ 40 mil, o que criou um cenário de aparente normalidade comercial e levou o comerciante a aceitar o encontro.
Segundo o delegado Natan Cardoso que conduziu as investigações , G.R.S., conhecido como “GG”, foi o principal responsável por intermediar a falsa negociação, mantendo contato direto com a vítima, reforçando a proposta de compra do ouro e demonstrando interesse constante na transação. As mensagens e ligações indicam que a negociação foi utilizada como isca para atrair Edivan ao local onde a ação criminosa seria executada.
No dia do crime, G.R.S. continuou se comunicando com a vítima, acompanhando seu deslocamento e alinhando o momento do encontro. Após aceitar concluir a negociação, Edivan se deslocou até sua residência, onde acreditava que finalizaria a venda do ouro. Durante todo o trajeto, houve troca de mensagens que indicam o monitoramento em tempo real da movimentação do comerciante.
Ao chegar ao local, Edivan foi surpreendido e executado. A investigação aponta que o crime teve motivação patrimonial, com o objetivo de subtrair o ouro e outros bens de valor. Após o homicídio, os criminosos levaram as joias de ouro que a vítima utilizava, além de retirarem um equipamento de armazenamento de imagens, numa tentativa de eliminar possíveis registros que pudessem auxiliar na identificação dos autores.
As diligências indicam que A.S.F.J., conhecido como “Neurótico”, e E.S.C., o “Raimundinho”, integraram o núcleo operacional, sendo apontados como participantes diretos da execução do crime. A ação criminosa contou ainda com apoio logístico, essencial para o deslocamento dos envolvidos e a fuga após o homicídio. Nesse contexto, V.N.S., é apontado como o responsável pelo uso de um veículo de apoio, utilizado antes e depois da ação criminosa.
A investigação também identificou indícios de monitoramento prévio da rotina da vítima, reforçando o caráter planejado do latrocínio. L.B.N., conhecido como “Rei do Ouro”, é apontado como um dos responsáveis por esse acompanhamento anterior, contribuindo diretamente para a execução do crime. Outro investigado, J.S.S., conhecido como “Do Mal”, aparece vinculado à estrutura operacional do grupo, com participação relevante no contexto investigado.
Após o latrocínio, os criminosos fugiram utilizando o veículo da própria vítima, o que foi determinante para o avanço das investigações. A partir desse ponto, o trabalho do Sistema de Videomonitoramento por Inteligência Artificial (SPIA) foi essencial para rastrear o trajeto do automóvel e reconstruir a rota de fuga. “O uso das câmeras do SPIA foi fundamental para o esclarecimento do caso. A partir da análise das imagens, conseguimos identificar o deslocamento do veículo subtraído, mapear as rotas utilizadas na fuga e conectar os investigados à dinâmica do crime. Esse trabalho integrado foi decisivo para a identificação do grupo criminoso”, destacou o superintendente de Operações Integradas da SSP, delegado Matheus Zanatta.
A Operação é uma ação integrada realizada pelo Departamento de Homicídio e Proteção à Pessoa (DHPP), Superintendência de Operações Integradas (SOI), Departamento Estadual de Repressão ao Narcotráfico (DENARC), Departamento de Repressão às Ações Criminosas Organizada (DRACO), Força Estadual Integrada de Segurança Pública (FEISP), Polícia Militar do Piauí, por meio do Batalhão RONE, Batalhão de Operações Especiais (BEPI), BOPAer e do Núcleo de Operações com Cães.
Sobre a vítima
Em 05 de janeiro, o Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) deflagrou operação após as investigações do assassinato de Edvan Francisco, que atuava como empresário no ramo da compra e venda de ouro em Teresina. Ele foi encontrado morto dentro de casa no bairro Jacinta Andrade, na zona Norte da capital.
De acordo com o delegado Natan Cardoso, as apurações preliminares identificaram que a vítima já respondeu pelo delito de receptação e já teria sido sofrido uma tentativa de homicídio no ano passado. "A vítima era um indivíduo que trabalhava com a prática de compra e venda de ouro. Ele já possuía passagens pelo sistema penitenciário pelo delito de receptação. Será apurado se o envolvimento com esse tipo de delito tem relação com o crime praticado em seu desfavor. A gente, nesse início, não descarta nenhuma possibilidade, inclusive pode também ter ocorrido o crime de latrocínio e trabalhamos também com a linha de que foi homicídio. Nesse momento, como eu afirmei, não podemos excluir nenhuma linha de investigação", afirmou o delegado à TV Antena 10 e ao A10+.
Fonte: Portal A10+