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O delegado Humberto Mácola, do Departamento de Repressão aos Crimes Cibernéticos (DRCC), concedeu entrevista à TV Antena 10 na manhã desta terça-feira (10), e deu mais detalhes a respeito da segunda fase da Operação Cartão Fantasma, deflagrada em Teresina e explicou como os criminosos atuavam.
Em sua fala, o delegado explicou que os criminosos tinham acesso a informações privilegiadas das vítimas e, com essas informações, conseguiam solicitar a 2ª via do cartão. Posteriormente inseriam os cartões em máquinas do próprio grupo criminoso e retiravam os valores.

"Eles portavam essas maquinetas onde passavam os cartões que eram interceptados por outros, e o golpe funcionava dessa maneira: eles tinham acesso a informações privilegiadas das vítimas, solicitavam segunda via de cartão, enviavam esses cartões para endereços vinculados a eles ou para a própria vítima quando não conseguiam a primeira opção. Antes de chegar para a vítima, essas pessoas interceptavam, inclusive, funcionários dos correios e conseguiam obter essas correspondências com os cartões. A partir daí, efetuavam a inserção desses cartões nas maquinetas e conseguiam lesar as vítimas. Os prejuízos já chegam a 150 mil reais aqui em Teresina, mas pode crescer", detalhou.
Cerca de 10 vítimas já foram identificadas até o momento e mais pessoas devem aparecer. De acordo com o delegado, algumas vítimas sequer sabem que foram alvos de golpe. Outras, no entanto, procuraram ajuda das autoridades.
"Pelo menos 10 vítimas, algumas outras estão surgindo e a quantia do prejuízo pode aumentar. Muitas, inclusive, nem sabem ainda que foram vítimas dessa organização. Algumas vítimas se surpreenderam quando entramos em contato com elas, elas tinham cartões que nem imaginavam que possuíam, que tinham sido entregues e outras já sabiam e tinham procurado aqui a DRCC", disse o delegado.
O grupo criminoso atuava com funções especificas divididas entre os membros. "A gente percebe que existe exatamente uma separação de tarefas, de funções, enquanto alguns interceptavam os cartões, outros eram os portadores das maquinetas, recebiam os cartões e outra, que era parte de mais inteligência da organização criminosa, conseguiu acesso dentro do bancário, dentro das instituições bancárias", finalizou.
Os criminosos devem responder por estelionato e associação criminosa ou organização criminosa. A polícia segue com as investigações.
Operação Cartão Fantasma
A Polícia Civil do Piauí deflagrou, nas primeiras horas da manhã desta terça-feira (10), mais uma fase da Operação Cartão Fantasma, que tem como objetivo capturar investigados por associação criminosa, furto qualificado e lavagem de dinheiro. Ao todo, 03 pessoas foram presas suspeitas de obter e usar cartões de crédito de forma fraudulenta na zona Sul de Teresina.
Ao A10+, o delegado Humberto Mácola, do Departamento de Repressão aos Crimes Cibernéticos (DRCC), disse que além das três prisões, foi determinado bloqueio e sequestro de contas bancárias no montante de até R$ 150.000,00 dos investigados. Foram cumpridos, ao todo, 07 mandados judiciais, sendo eles de prisões e buscas.
Fonte: Portal A10+