VIOLÊNCIA SEXUAL

Em 6 meses, Teresina já registrou 91 casos de abuso sexual contra crianças e adolescentes

Segundo a Semcaspi, número de abusos entre os meses de janeiro e junho de 2021 chega a 70


A Secretaria Municipal de Cidadania, Assistência Social e Políticas Integradas (Semcaspi), divulgou que de janeiro a junho deste ano, as zonas Sul e Leste registraram maiores índices de abuso sexual contra crianças e adolescentes. Nos últimos seis meses, 38 casos foram contabilizados na zona Sul e 22 na zona Leste.

Os dados da Gerência de Direitos Humanos (GDH) são referentes aos atendimentos dos conselhos tutelares de Teresina e apontam um total de 91 casos de abuso sexual. Os territórios com menores índices são zona Sudeste, com 14 casos registrados, e Centro/Norte, com 17 casos.

  

Em apenas seis meses Teresina já registrou 91 casos de abuso sexual contra crianças e adolescentes
Reprodução

   

De acordo com o secretário da Semcaspi, Allan Cavalcante, houve um aumento nos registros de abusos sexuais realizados de janeiro a junho deste ano em relação ao ano passado, que contabilizou 70 casos.

“Ano passado, com as medidas mais rigorosas da pandemia da Covid-19, mais pessoas em casa, intensificando o convívio familiar, foram registrados 70 casos de abuso sexual contra crianças e adolescentes. Neste ano, quando as medidas mais rigorosas da pandemia foram liberadas, as pessoas saindo do trabalho remoto e as crianças voltando às aulas, os registros aumentaram para 90 casos. Isso não quer dizer que houve uma redução dos casos, mas sim das denúncias, ou seja, o crime acontecia, mas por alguma situação não era denunciado”, disse.

Maioria dos casos acontecem em casa

A conselheira Socorro Arraes, do IV Conselho Tutelar, explicou que a maioria das ocorrências de violações contra crianças e adolescentes tem acontecido dentro do próprio lar, no âmbito familiar.

“É no espaço da família onde tem acontecido a maioria destas ocorrências. O que é lamentável porque ao invés de proteger, são os principais responsáveis pelas violações de direitos e violências sexuais. Infelizmente, a gente constata que o agressor tem sido alguém próximo da criança ou do adolescente, um amigo da família, um padrasto, o próprio pai, um irmão, um tio”, esclareceu.

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Fonte: Portal A10+


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