Alan Brandão diz que não é um dos alvos da operação da PF em Teresina; mandados cumpridos em escritório seriam de investigações de 2024; veja nota - Polícia
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Alan Brandão diz que não é um dos alvos da operação da PF em Teresina; mandados cumpridos em escritório seriam de investigações de 2024; veja nota

Ação investiga grupo criminoso suspeito de fraudar licitações, praticar corrupção, lavar dinheiro e outros crimes


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O superintendente da SDU Norte, o ex-vereador Alan Brandão, divulgou nota de esclarecimento sobre a operação da Polícia Federal realizada na manhã desta terça-feira (02), em Teresina.  A corporação identificou que os alvos são suspeitos de utilizar contratos de assessoria com prefeituras para obter informações privilegiadas, influenciar licitações e favorecer empresas a ele vinculadas. 

No texto divulgado pelas redes sociais, ele afirmou que não foi alvo da ação policial e os mandados cumpridos no escritório de contabilidade seriam pelo desdobramento de investigações iniciadas em 2024.

  

Alan Brandão - Superintendência de Desenvolvimento Urbano Norte (SDU Norte) Divulgação

   

O ex-vereador afirmou ainda que, por força de decisão do Superior Tribunal de Justiça, a investigação anterior está verificando a regularidade da inclusão de seu nome nos fatos sob apuração.

"Alan Brandão não figurou entre os alvos da operação noticiada nesta terça feira, nem consta do rol de investigados a ela vinculado, sendo desprovida de fundamento qualquer associação de seu nome aos atos hoje praticados. Cumpre esclarecer que a operação divulgada nesta data constitui um desdobramento de procedimentos instaurados e tem por finalidade a realização de diligências voltadas à verificação e ao esclarecimento de fatos sob investigação pelas autoridades competentes", destacou.

Veja a íntegra da nota

Em razão da repercussão da operação da Polícia Federal deflagrada nesta data, em Teresina, a defesa do Sr. Alan Brandão vem a público prestar os devidos esclarecimentos.

O Sr. Alan Brandão não figurou entre os alvos da operação noticiada nesta terça feira, nem consta do rol de investigados a ela vinculado, sendo desprovida de fundamento qualquer associação de seu nome aos atos hoje praticados.

Cumpre esclarecer que a operação divulgada nesta data constitui um desdobramento de procedimentos instaurados e tem por finalidade a realização de diligências voltadas à verificação e ao esclarecimento de fatos sob investigação pelas autoridades competentes.

Registra-se, ademais, que por força de decisão do Superior Tribunal de Justiça, a investigação anterior,  realizada em 2024, encontra-se suspensa no que diz respeito ao Sr. Alan Brandão, de modo que está sendo apurada a regularidade da inclusão de seu nome nos fatos sob apuração.

A defesa confia, por fim, na responsabilidade dos veículos de comunicação, certa de que dispensarão ao tema o tratamento criterioso que a presunção de inocência e a dignidade de seu constituinte exigem.

A operação

A Polícia Federal deflagrou, nesta terça-feira (2), a 2ª fase da Operação Conectados para desarticular grupo criminoso suspeito de fraudar licitações, praticar corrupção, lavar dinheiro e ocultar os reais beneficiários de contratações firmadas com municípios no Piauí.

A TV Antena 10 e o A10+ apuraram que um dos alvos seria um escritório de contabilidade, localizado na zona Leste de Teresina, e que seria ligado ao superintendente da SDU Norte, o ex-vereador Alan Brandão. No endereço os agentes recolheram documentos e mochilas, e uma pessoa foi conduzida. O mesmo local já foi alvo de ação policial no ano de 2024.

De acordo com a PF, a investigação teve início após informações técnicas da CGU apontarem irregularidades em contratos firmados por uma empresa de informática com municípios do Piauí, com uso de recursos federais destinados à saúde e à educação.

  

Polícia Federal faz buscas em escritório de contabilidade ligado ao ex-vereador Allan Brandão, em Teresina Divulgação

   

"Na primeira fase, deflagrada em 2024, foram apreendidos mais de R$ 1,6 milhão em espécie em endereço ligado a uma empresa de contabilidade. A análise do material apreendido indicou que as irregularidades iam além dos contratos inicialmente apurados e revelou indícios de atuação de um grupo criminoso estruturado", afirmou.

A PF identificou que o grupo é suspeito de utilizar contratos de assessoria com prefeituras para obter informações privilegiadas, influenciar licitações e favorecer empresas a ele vinculadas. "Esta segunda fase busca aprofundar a apuração sobre a estrutura do grupo, a função de cada investigado, a movimentação dos valores e a possível continuidade das práticas criminosas. Durante as diligências, foram apreendidos aparelhos eletrônicos, documentos, registros financeiros e valores em espécie sem origem lícita comprovada", disse.

São cumpridos 12 mandados de busca e apreensão, expedidos pela Vara Única da Subseção Judiciária de Floriano/PI, nos municípios de Teresina/PI e Oeiras/PI. Os investigados poderão responder pelos crimes de associação criminosa, fraude em licitação, corrupção ativa e passiva, lavagem de dinheiro e outros delitos eventualmente identificados no curso da investigação.

A operação ocorreu com o apoio da Controladoria-Geral da União (CGU) e do Ministério Público Federal (MPF).

Fonte: Portal A10+


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