Piauiense é resgatada após mais de 50 anos em condição análoga à escravidão no Ceará; vítima foi explorada por 3 gerações da mesma família - Geral
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Piauiense é resgatada após mais de 50 anos em condição análoga à escravidão no Ceará; vítima foi explorada por 3 gerações da mesma família

O MPT Ceará determinou o pagamento de R$ 50 mil em multas rescisórias e indenizações


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A mulher de 62 anos, resgatada após trabalhar por mais de 5 décadas em situação análoga à escravidão em um condomínio de luxo na cidade de Fortaleza, Ceará, é piauiense. Segundo o Ministério Público do Trabalho do Ceará, ela deve receber cerca de R$ 50 mil em verbas rescisórias.

A vítima prestava serviços à mesma família desde os 7 anos de idade, sem receber salário mensal e também sem reconhecimento formal de vínculo empregatício. Segundo as investigações, a mulher atravessou três gerações da mesma família.

  

Mulher piauiense é resgatada após trabalhar 50 anos sem salário no Ceará
Divulgação

   

Após ser resgatada na última quinta-feira (02), o Ministério Público do Trabalho no Ceará determinou que os empregadores fornecessem à vítima um imóvel no valor de R$ 150 mil, completamente mobiliado. Eles também foram submetidos ao pagamento de R$ 50 mil em multas rescisórias e indenizações.

A operação conjunta foi realizada pelo Ministério Público do Trabalho no Ceará (MPT-CE), Grupo de Fiscalização Móvel, Polícia Federal (PF) e com a rede de assistência social coordenada pela Secretaria dos Direitos Humanos do Ceará.

Segundo o GC+ da TV Cidade, afiliada à RECORD no Ceará, a mulher de 62 anos resgatada em uma situação de trabalho análogo à escravidão em Eusébio, na Região Metropolitana de Fortaleza, deverá permanecer provisoriamente na residência onde viveu e trabalhou por mais de cinco décadas. Apesar de continuar no imóvel, ela não exercerá mais atividades domésticas. A medida foi definida pelos órgãos responsáveis pela fiscalização para evitar que a vítima enfrente uma nova situação de vulnerabilidade enquanto inicia o processo de reinserção social e de reconstrução dos vínculos familiares.

Segundo a Auditoria-Fiscal do Trabalho (AFT), o afastamento imediato da residência poderia representar um risco à segurança e ao bem-estar da trabalhadora. Isso porque ela viveu praticamente toda a vida no mesmo ambiente, sem autonomia financeira, sem acesso à educação formal e com pouca interação com o mundo exterior. Os auditores informaram que a prioridade, neste momento, é garantir que a mulher passe por uma transição segura, receba acompanhamento e tenha condições de recuperar gradualmente sua independência.

Fonte: Portal A10+


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