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O governo federal anunciou nesta segunda-feira (9) que vai investir R$ 1,4 bilhão em ações voltadas para a ampliação da infraestrutura e da capacidade produtiva de vacinas e insumos biológicos no Instituto Butantan. Entre as ações está a construção de duas novas fábricas e modernização de outras duas, além da fabricação de soros e imunizantes.
No anúncio, integrantes do governo informaram que o principal objetivo das ações é garantir autonomia nacional na fabricação de soros e imunizantes avançados, como os de RNA mensageiro (RNAm).

As vacinas produzidas com base no RNAm funcionam dando instruções ao sistema imunológico para combater agentes infecciosos de forma eficaz e segura.
Além disso, com a compra de novas vacinas, o Executivo prevê expandir a imunização da dengue para o segundo semestre deste ano. A ideia é que seja aplicado em pessoas de 15 a 59 anos, começando pelos mais velhos.
O Ministério da Saúde informou que comprou todas as vacinas disponíveis e a expectativa é de que, a partir de uma parceria estratégica entre Brasil e China, com a transferência da tecnologia para a WuXi Vaccines, a produção aumente em 30 vezes.
Também será produzido a vacina contra o HPV e soros. Além da fabricação do Insumo Farmacêutico Ativo da vacina DTPa, que protege contra difteria, tétano e coqueluche; e da vacina contra o vírus HPV.
Investimento em vacinas
Ao comentar sobre os investimentos para a produção de vacinas, o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, criticou o governo de Donald Trump, presidente dos Estados Unidos, por cortar o financiamento em imunizantes de RNA e “perseguir” quem atua nas pesquisas do ramo.
Segundo Padilha, as decisões foram motivadas por um discurso negacionista e, que, para Trump, as pesquisas seriam uma “invenção”.
“Infelizmente, hoje o Trump lidera um governo antivacina e negacionista. A ponto de ter feito algo que eu nunca imaginei que eu ia ver acontecer nos Estados Unidos, que é quando ele ter assumido, determinou rasgarem o contrato com a empresa dos Estados Unidos. Não é empresa de outro país, é uma empresa que tinha um contrato com o governo americano com o desenvolvimento da vacina do RNA mensageiro”, disse.
Na fala, Padilha comentou, ainda, sobre a reação do Brasil e disse que o país não vai “bater boca” com os Estados Unidos. “A resposta é pegar as duas melhores instituições públicas e construir aqui no Brasil duas plataformas de RNA mensageiro”, concluiu.
Fonte: R7