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A Secretaria de Saúde do Piauí (Sesapi) informou que está investigando um caso provável de Febre do Nilo Ocidental no estado. A paciente é uma mulher de 35 anos, moradora do município de Canavieiras.

De acordo com o órgão, o exame realizado pelo Instituto Evandro Chagas, em Belém (PA), apresentou resultado reagente para Febre do Nilo Ocidental, no entanto, o caso continuará em investigação porque a confirmação depende do resultado do chamado teste de neutralização.
A paciente esteve internada no Instituto de Doenças Tropicais Natan Portella, em Teresina, onde recebeu os cuidados necessários e já teve alta.
"A Sesapi mantém contato com a Secretaria Municipal de Saúde de Canavieira para acompanhamento e investigação de possível foco de transmissão. As equipes de vigilância estão orientadas a identificar a ocorrência de animais mortos, especialmente aves, e monitorar a possível presença de outras pessoas com sintomas semelhantes. O primeiro caso de Febre do Nilo Ocidental registrado no Piauí ocorreu em 2014, no município de Aroeiras do Itaim", explicou.
Dados nacionais
O Brasil tem pelo menos quatro casos confirmados da doença. Em Santa Catarina, um paciente veio a óbito, enquanto outro apresentou recuperação. Os outros dois registros são no estado de São Paulo.
Sobre a Febre do Nilo Ocidental
A Febre do Nilo Ocidental (FNO) é uma infecção viral aguda causada por um arbovírus, transmitido por mosquitos. A doença pode apresentar diferentes manifestações clínicas, desde quadros leves, com febre passageira, astenia e/ou mialgia, até formas mais graves, classificadas como doenças neuroinvasivas, que podem comprometer o sistema nervoso central ou periférico.
A transmissão ocorre principalmente por meio da picada de mosquitos infectados, que adquirem o vírus ao realizar o repasto sanguíneo em aves infectadas durante o período de viremia.
A Sesapi reforça a importância da atuação integrada entre os serviços de saúde e a população para a identificação de possíveis casos e de situações que possam indicar a circulação do vírus. Casos suspeitos devem ser comunicados às autoridades de saúde para investigação e acompanhamento.
Fonte: Portal A10+