O A10Cast, podcast da TV Antena 10, recebeu, neste sábado (18), a cantora Walkiria Estarley. Durante a entrevista, ela deu detalhes sobre a trajetória profissional, o processo de emagrecimento e comentou sobre o mercado da música em Teresina.
Walkiria afirmou que é natural de Cacimbinhas, no estado do Alagoas, e que se tornou cantora destacando a forte influência do pai, Cicão Violão e Voz. "Eu nasci cantando, praticamente, meu pai era músico. Comecei a cantar com ele em eventos de criança. Aos 10 anos, eu gravei um CD profissional em um estúdio. Meu saudoso pai, hoje eu vivo aqui, levando o legado do meu pai, e foi quando iniciei em uma banda. Antes era só teclado, violão e sax, a gente fazia com os amigos de painho lá, fiquei na Banda Erva Doce, foi a minha primeira, daí fui passando de bandas e trabalhando sempre, cantando sempre", afirmou.
A artista contou como surgiu a "Farra da Gordinha", e a importância do projeto para a sua carreira. "Eu disse: galera, o povo tem que me aceitar. Então, como eu estava bem gordinha, eu já era bem gordinha, eu inventei essa música: ser gordinho é bizarro, ser gordinho é luxo. E montamos a Farra da Gordinha, que existe há 16 anos.[...] Eu vejo ela hoje não é nem como uma marca, é como uma identidade. Independente, de ficar magra ou não, as pessoas me chamam de Farra da Gordinha. Enquanto eu tiver voz, essa banda existe. Porque é uma história Que não pode ser apagada. É a minha história, momentos de muita alegria, muita felicidade. E eu não posso apagar jamais e eu amo demais esse negócio", destacou.
Walkiria afirmou sobre quando enfrentou um momento difícil da vida, quando acabou sofrendo um infarto, o que foi uma "virada de chave", para o processo de emagrecimento, com uma bariátrica, e outros cuidados com a saúde. Ela chegou a pesar 199 quilos. "Quando eu infartei, o médico disse, é necessário, é preciso. Eu tive um problema de arritmia cardíaca muito grande, infartei e o Dr. Paulo Márcio disse: "Valquíria, você precisa (14:38) ser cuidada. Você precisa cuidar da sua saúde". Eu precisei infartar, para me conscientizar e entender, que eu estava muito doente. Eu ganhei uma nova vida, Deus me deu a oportunidade de viver novamente porque eu não ia viver mais. O meu médico disse que eu não chegava aos 28 anos", afirmou.
Ao comentar o cenário musical em Teresina, ela criticou a falta de valorização aos profissionais, reforçando, também baixo cachês para as apresentações.
"Estamos morando em Teresina, e realmente, precisa de casa de shows. Eu acho que está faltando mais evento babado, como tinham antes. Hoje tem as pubs aquele negócio bem mais fechado, com o público, e os empresários também são bem difíceis para pagar os cachês das bandas, cachês baixos. A gente tem que investir muito, mas a galera não quer pagar um cachê legal. Não quer pagar no dia, Está complicado o mercado aqui em Teresina. Eles não falam, porque têm medo porque os empresários cortam, param de chamar, param de contratar. Eu não tenho medo porque acho que a gente precisa ser mais valorizado no mercado artístico", disse.
Ainda durante a entrevista, conduzida pela apresentadora Beatriz Ribas, ela comentou sobre a família, a relação com os fãs, e projetos.