Vítima de estelionato conta como caiu em golpe de consórcio em Teresina; perdeu R$ 10 mil

À TV Antena 10, mulher conta que aplicou R$ 10 mil na empresa para receber R$ 100 mil em até 30 dias

A TV Antena 10 conversou, nesta quinta-feira (29), com uma das vítimas da empresa Multimarcas Consórcio, suspeita de integrar um esquema de estelionato envolvendo a administração de consórcios em Teresina. A empresa, que funcionava na Avenida Campos Sales, no Centro da capital, foi interditada nesta quinta-feira durante a apuração das denúncias.

Segundo a Polícia Civil, um dos envolvidos no esquema é Ricardo Dias de Sousa, suspeito de aplicar golpes que podem chegar a R$ 30 mil por vítima. Ele foi preso no dia 6 de janeiro, suspeito de cometer crimes de estelionato contra clientes da empresa que representava. Ele atuava como representante da Multimarcas Consórcio.

  

Vítima de estelionato conta como caiu em golpe de consórcio em Teresina; perdeu R$ 10 mil
TV Antena 10
   

Uma das vítimas, identificada como Nancy, relatou à reportagem como foi abordada pela empresa e de que forma realizou o investimento, acreditando que receberia um valor superior em curto prazo. Ela contou que aplicou R$ 10 mil na empresa para receber R$ 100 mil em até 30 dias.

“Eu fiz esse consórcio em março do ano passado. Recebi uma ligação de uma dessas pessoas que estão presas, dizendo que era para comparecer à loja, que tinha um consórcio para mim. Eu apliquei R$ 10 mil para receber R$ 100 mil em cerca de 30 dias. Para a minha necessidade na época, de um investimento que eu ia fazer, ele disse que eu tinha que dar os R$ 10 mil. Quando deu 30 dias e eu cheguei lá, não deu certo. Falaram que ficou para o mês seguinte, depois falaram que era 90 dias. Pedi o dinheiro de volta e eles disseram que eu não receberia mais o valor integral por conta dos descontos”, disse Nancy.

O advogado da vítima, Leandro Sousa, explicou quais medidas judiciais estão sendo adotadas para tentar reaver os valores pagos e responsabilizar os envolvidos no esquema.

“Hoje fomos à delegacia e depois iremos ingressar com uma ação civil para restituir os valores. Vamos entrar na Justiça para restituir esse valor e, depois, entrar com danos morais”, disse.