Adutora de R$ 130 milhões promete levar água para mais de 100 mil pessoas no semiárido do Piauí

Autorização para início desta obra histórica foi assinada pelo Governador e os ministros Wellington Dias e Waldez Góes.

Nesta quinta-feira (26), o governador Rafael Fonteles assinou a ordem de serviço para a construção de uma adutora que promete mudar a realidade da região de Jaicós e de outros municípios vizinhos. A solenidade aconteceu no Palácio de Karnak, em Teresina, e reuniu lideranças políticas estaduais e federais, incluindo ministros do Governo Federal.

A obra, que está incluída no PAC (Programa de Aceleração do Crescimento), não é pequena — nem no tamanho, nem no impacto. Serão cerca de R$ 130 milhões investidos para levar água captada da Barragem Poço do Marruá, localizada em Patos do Piauí, a aproximadamente 50 quilômetros de Jaicós. De lá, a água será distribuída para uma região inteira que sofre com estiagens frequentes.

  

Adutora de R$ 130 milhões promete levar água para mais de 100 mil pessoas no semiárido do Piauí Divulgação
   

Na prática, isso significa mais segurança para quem vive no semiárido. E não estamos falando de pouca gente: ao todo, mais de 100 mil pessoas devem ser beneficiadas em pelo menos 10 municípios, entre eles Jacobina, Patos, Caridade, Curral Novo e Simões.

Para quem mora na região, a expectativa é grande. Em muitas dessas cidades, a rotina ainda depende de carros-pipa, poços com baixa vazão ou soluções emergenciais que não dão conta da demanda. A adutora surge justamente como uma alternativa mais estável, que não depende tanto das chuvas.

O governador destacou que essa é uma resposta direta a um problema histórico e resumiu o impacto da obra ao afirmar: “essa obra vai resolver a região mais desafiadora do Piauí” e que, apesar de várias tentativas ao longo dos anos, “a única realmente viável é essa”.

O ministro Wellington Dias reforçou que a obra só saiu do papel após articulação política em Brasília. Segundo ele, houve união entre diferentes lideranças para garantir os recursos: “toda a bancada federal unida, aqui integrando com o governo do Estado, o presidente Lula liberou os recursos”.

Já o ministro da Integração e do Desenvolvimento Regional, Waldez Góes, também destacou que a segurança hídrica virou prioridade nacional, especialmente para regiões mais afetadas pela seca. Ele sinalizou que o investimento não será isolado e que novas ações devem avançar: a meta é ampliar o acesso à água e fortalecer a estrutura hídrica do estado.

Na prática, a fala do ministro indica que obras como essa fazem parte de um plano maior, que inclui outras barragens, adutoras e até estudos para integração com o Rio São Francisco — ou seja, não é só resolver o problema de agora, mas evitar que ele se repita no futuro.

Já o prefeito de Jaicós, Weslly Bispo, falou como quem sente o problema de perto. Ele lembrou que a falta de água é uma das maiores dificuldades enfrentadas pela população local e que a obra pode representar uma virada de chave para milhares de famílias: “uma das maiores problemáticas que a gente tinha no nosso município é a falta de água”.

Além de garantir o abastecimento, a adutora também deve impactar outras áreas, como a economia e a qualidade de vida. Com água chegando de forma mais regular, atividades produtivas podem crescer, e serviços básicos deixam de depender de soluções emergenciais.

Outro ponto importante é a dimensão da obra. A estrutura terá capacidade de armazenamento de quase 300 milhões de metros cúbicos, o que a coloca entre as maiores do estado. Isso mostra que o projeto foi pensado não só para resolver o problema imediato, mas também para atender a região no longo prazo. Para quem vive no semiárido, água não é só recurso — é dignidade, é saúde, é possibilidade de viver com mais tranquilidade. E é justamente isso que a população da região espera ver, agora, saindo do papel e chegando de verdade nas torneiras.