Felipe Cauã, mais conhecido como "Bandido da Jaqueta 03", suspeito de realizar diversos assaltos, em Teresina, foi preso no estado do Pará, nessa terça-feira (13).
Ao A10+ e TV Antena 10, o delegado Walter Cunha afirmou que pelo menos seis pessoas registraram Boletim de Ocorrência dando conta de características semelhantes ao indivíduo. Os crimes teriam ocorrido na zona Leste da capital.
No final de agosto, as equipes conseguiram localizá-lo em sua residência no bairro Frei Damião, zona Sudeste, onde foi cumprido apenas um mandado de busca de apreensão. No local, os policiais conseguiram apreender as roupas que poderiam ter sido utilizadas nos crimes. Após o reconhecimento das vítimas, foi representada pela prisão preventiva do suspeito. No entanto, ao retornarem à casa de Felipe, ele já havia fugido.
"Quando fomos cumprir o mandado de busca, já visualizamos ele na porta da residência, ao lado da motocicleta, que foi utilizada para todos os assaltos. A equipe não teve nenhuma dúvida: baixa estatura, magro, rosto fino, o capacete e a motocicleta. Conseguimos as vestes parciais do primeiro assalto e desses últimos três, só que ele já tinha se desfeito da jaqueta 03, porque teve ampla divulgação nas redes sociais. Formalizamos os reconhecimentos com as vítimas e representamos pela prisão. Só que no outro dia da busca, ele já não se encontrava mais nesse endereço", afirmou o delegado.
Com a fuga, as equipes iniciaram o monitoramento e ele foi localizado na cidade de Marabá, no estado do Pará, onde teria familiares. Inclusive, uma motocicleta também teria sido enviada a ele para a prática de crimes. "Lá ele foi preso também em flagrante por tráfico de drogas e munição, comprovando que ele não parou, ele reiterou em práticas criminosas. Durante a investigação, foi verificado que foi enviada uma motocicleta Bis para o estado do Pará, mas quem pegou a motocicleta não foi ele", disse.
O delegado destacou que os processos estão sendo analisados para que ele retorne ou não para Teresina. Outras possíveis vítimas também devem procurar a polícia para formalização de denúncias.
"Hoje em dia, com a tecnologia, não há necessidade que, para a conclusão do processo, a pessoa esteja presente. Tem audiência por videoconferência de alta qualidade. Vai depender se a justiça vai pedir o recambiamento dele ou não para cá. Ele pode ter realizado vítimas em outras circunscrições também, e essas pessoas podem, realmente, procurar as delegacias para mais inquéritos policiais, que mantenham ele o máximo de tempo possível preso", concluiu.