Em nota, defesa da DF Group critica prisões e diz que bloqueios impedem pagamento a investidores; alvos de operação no Piauí seguem presos

Grupo é investigado por possíveis práticas como estelionato, associação criminosa e lavagem de dinheiro, segundo a polícia

A defesa da empresa DF Group, do empresário Douglas Fonseca, divulgou uma nota ao A10+ em que contesta as medidas judiciais adotadas na operação que apura suspeitas de crimes financeiros em Teresina. O grupo é investigado por possíveis práticas como estelionato, associação criminosa e lavagem de dinheiro, após denúncias de investidores que alegam não ter recebido valores prometidos. O grupo foi alvo de uma operação na última sexta-feira (10) em Teresina. 

No posicionamento oficial, os advogados afirmam que a empresa está atualmente impossibilitada de operar devido a decisões judiciais, como prisões temporárias, bloqueio de contas e ativos financeiros, além da apreensão de documentos e equipamentos. Segundo a defesa, essas medidas inviabilizam qualquer movimentação financeira ou pagamento a investidores. Apontado como líder do esquema, Douglas Fonseca é investigado por atrair investidores com promessas de lucros de até 10% ao mês , rendimentos considerados fora da realidade do mercado. 

  

Douglas Fonseca, proprietário da DF Group Reprodução

   

“A defesa técnica do DF GROUP e dos investigados esclarece que, em razão das medidas cautelares atualmente em vigor (dentre elas a prisão temporária; o bloqueio de contas e ativos financeiros; a suspensão das atividades da empresa; e a apreensão de documentos e equipamentos), a empresa encontra-se impossibilitada de desenvolver suas atividades e de realizar pagamentos ou qualquer movimentação financeira, sob pena de descumprimento de ordem judicial”, diz trecho da nota enviada ao A10+.


Os advogados destacaram ainda que consultores e parceiros ligados ao negócio não possuem poder de gestão sobre os recursos bloqueados, sendo igualmente afetados pelas decisões. Com base em relatórios do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), a Polícia estima que o grupo tenha movimentado aproximadamente R$ 100 milhões nos últimos dois anos.

A defesa fez ainda críticas às prisões efetuadas. Na ação, além de Douglas Fonseca, foram presos: Victoria Gabriely Conceição Fonseca Araujo, Ícaro Teixeira de Sousa, Milena Alves Torres, Viviane Alves da Silva, Eduardo Lima de Sousa, Jaquenilson Alvino de Sousa Abreu, Caio Guilherme Campelo, Caio Fonseca Araújo e Janda Maira de Sousa Silva. A defesa classifica as detenções como “desproporcionais e juridicamente questionáveis”, informando que já adotou medidas no Judiciário para revisar as cautelares impostas.


Os advogados também afirmam que pretendem, caso haja liberação das atividades, iniciar um processo de contato com investidores para negociar e regularizar pendências. Além disso, repudiam relatos de ameaças contra consultores, parceiros e familiares, destacando que eventuais excessos estão sendo apurados.

A defesa ressalta que as investigações seguem sob sigilo e que apenas os advogados constituídos estão autorizados a se manifestar oficialmente, com o objetivo de evitar a divulgação de informações imprecisas. O caso segue em investigação.