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Atualizada às 12h28
A investigação do assassinato do motorista por aplicativo, Francisco Alan Marques da Silva, de 27 anos, reuniu novas informações. Em coletiva de imprensa, na manhã desta quinta-feira (09), o delegado-geral Luccy Keiko e o coordenador do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), delegado Francisco Costa, o Barêtta, explicaram que o caso está apresentando características de latrocínio. Ainda sobre a vítima, conforme a polícia, ele seria dependente químico e teria passagens criminais.
Segundo o delegado Barêtta, a dinâmica está sendo esclarecida. No entanto, já foi possível verificar que Francisco Alan pode ter sido atraído pelos criminosos. Dos seis presos, a equipe conseguiu identificar a participação direta de 3, sendo Luís Neto e outros dois que estavam no mesmo endereço que ele. Inclusive, Luiz Neto foi quem declinou onde o corpo estava, em uma área de mata entre as cidades de Altos e Alto Longá, e confirmou o envolvimento dos outros dois.

Antena 10 e A10+
"Ele era tido como motorista de aplicativo e ele foi atraído, mas a investigação está em andamento, nós estamos instruindo um inquérito policial, onde nós vamos individualizar a ação de cada um deles. A natureza jurídica do fato está caminhando para um crime de latrocínio, porque o carro da vítima foi utilizado para a prática de outros crimes. A vítima foi praticamente arrebatada, foi conduzida. Estamos aguardando o laudo o cadavérico, mas, preliminarmente, já vimos que ele recebeu três disparos de arma de fogo na região da cabeça e do tórax", explicou o delegado.
Conforme o delegado Luccy Keiko, os indivíduos presos estão prestando informações divergentes sobre a motivação, e que cada interrogatório está sendo analisado. Barêtta acrescentou que, apesar disso, a polícia já tem uma linha do que pode ter ocasionado o crime. Diante da possibilidade de novas prisões, os detalhes não foram repassados.
"Esse indivíduo Luiz Neto, primeiramente, alegou que realmente esteve com o carro da vítima, e começou a inventar uma história de que não sabia de quem recebeu e a quem tinha devolvido. Até que nós percebemos, rapidamente, o envolvimento dele total, mas que ele estava mentindo com essa parte. Ele percebeu que já havia provas contundentes contra ele. Nós argumentamos que para ele era melhor ele entregar onde o corpo se encontrava, para fins até de ele tentar minimizar a pena dele por ocultação de cadáver. Então, ele aceitou. Foram feitas diligências e realmente ele levou ao local do cadáver", afirmou Luccy Keiko.
Sobre Francisco Allan
A TV Antena 10 e o A10+ apuraram com a polícia que Francisco Allan teria passagem por homicídio no trânsito, roubo e outros crimes, que seriam de menor potencial. Além disso, ele seria usuário de drogas. Uma informação que está sendo apurada seria a relação do homem com membros de facções criminosas.
"Realmente, ele já teve algumas passagens pelo sistema prisional, mas tem uma família muito trabalhadora, que tentava ajudá-lo, porque ele era dependente químico. Infelizmente, ele tinha esse problema. Inclusive, quero me solidarizar com a família, que foram dias de sofrimento intenso. A Polícia Civil está fazendo o seu papel com excelência", afirmou Luccy Keiko.
Prisão dos suspeitos e material apreendido
A Polícia Civil do Piauí prendeu seis pessoas suspeitas de envolvimento no desaparecimento do motorista por aplicativo, nessa quarta-feira (08). De acordo com a polícia, ficou confirmado que alguns dos presos tinham algum tipo de ligação com a vítima desaparecida.
Os nomes dos presos são: Wesley, Matheus, Luiz Neto, Jorge, Antônio Francisco e Maria Laura. Ainda de acordo com o delegado, os presos seriam envolvidos com a facção criminosa PCC. Alguns deles já eram investigados por envolvimento em um roubo a uma loja de joias na cidade de Campo Maior. Luiz Neto chegou a ser absolvido após ser preso por suspeita de efetuar um disparo de arma de fogo contra uma jovem.

Na operação, também foram apreendidas três pistolas, carregadores municiados e camisas semelhantes às utilizadas pelas polícias Civil e Militar. Conforme a investigação, os suspeitos utilizavam esses materiais para se passar por agentes de segurança enquanto praticavam crimes.
"Isso é um fato muito grave. Você tem que ver se aquele fardamento é real ou eles mandaram confeccionar. É muito fácil isso, você pega uma camisa e manda colocar um símbolo e tudo. Nós já temos notícias de um assalto ocorrido em uma área aqui da capital em que se noticiou que os indivíduos usaram camisas dessa natureza. Tudo isso nós vamos nos debruçar e não deixar escapar nada, que esses indivíduos tenham feito de criminoso aqui no nosso Estado", afirmou o delegado Luccy Keiko.
Carro da vítima não foi localizado
Segundo o delegado Luccy Keiko, Luiz Neto afirmou que o veículo de Francisco Alan estava escondido em uma residência na cidade de Piripiri, ao Norte do estado. Entretanto, ao fazerem buscas no local, os policiais não conseguiram encontrá-lo até o momento.
O desaparecimento
Francisco Alan Marques da Silva, de 27 anos, desapareceu no dia 30 de março deste ano após sair para fazer uma corrida na zona Leste de Teresina. Ao A10+, um familiar do motorista explicou que ele saiu de casa no turno da tarde e, após aceitar essa corrida, não deu mais notícias. Ele estava no carro com três passageiros e a última vez que manteve contato com a família foi por volta das 16h.
A dor da família
Familiares de Francisco Allan iniciaram uma campanha nas redes sociais em busca de informações que levem ao paradeiro do jovem. Em vídeo, a avó do motorista fez um apelo relatando que a família já estava há dias sem dormir e sem se alimentar adequadamente, diante da angústia e da falta de notícias.
"Quem estiver com meu neto, pelo amor de Deus, devolva ele. Não queremos carro, não queremos nada. Já tem 5 dias que nós não dormimos nem comemos. Eu tô pedindo pelo amor de Deus, devolva ele aqui na porta de nossa casa. Eu só quero ele, só quero meu neto de volta", desabafou aos prantos.
Fonte: Portal A10+