Falsos financiamentos de veículos no Piauí e em outros estados: entenda como funcionava o esquema - Balanço Geral Piauí
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Falsos financiamentos de veículos no Piauí e em outros estados: entenda como funcionava o esquema

Grupo divulgava anúncios falsos de veículos nas redes sociais para atrair clientes


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O delegado Walter Cunha deu detalhes à TV Antena 10 sobre a prisão dos empresários suspeitos de comandar um esquema de golpes com falsos financiamentos de veículos que fez dezenas de vítimas em Teresina e em outros estados. As investigações apontam que as empresas atuavam com anúncios enganosos nas redes sociais e contratos considerados fraudulentos. A operação foi deflagrada pela Polícia Civil do Piauí, com apoio da FEISP e da Polícia Civil de Pernambuco, e também resultou na suspensão das atividades de quatro empresas investigadas. Foram presos Jaqueline de Lima Pinheiro, no Piauí, e J.R.G., em Pernambuco.

O delegado afirmou que três empresas, Águia Consórcio, Magnata Crédito e Viana Crédito, se instalaram em Teresina apenas alterando o nome fantasia e a pessoa jurídica. Em alguns casos, uma sucedia a outra no mesmo endereço, mantendo a mesma estrutura de funcionamento. As empresas eram ligadas à Onebankdigital Serviços Financeiros Ltda, que também operava em estados como Roraima, Maranhão e Amapá, acumulando boletins de ocorrência em diferentes regiões.

 

Entenda como funcionava o esquema dos falsos financiamentos que fez vítimas no Piauí e em outros estados TV Antena 10

 

“Três empresas (Águia Consórcio, Magnata Crédito e Viana Crédito) se instalaram em Teresina, só mudando o nome e a pessoa jurídica, inclusive uma sucedeu a outra no mesmo local. Eles divulgavam em redes sociais anúncios falsos de veículos que atraiam os clientes até essas empresas, chegando lá eles ofereciam financiamentos altamente vantajosos e solicitavam do cliente uma entrada”, disse. 

O grupo divulgava anúncios falsos de veículos nas redes sociais para atrair clientes. Ao chegarem às empresas, as vítimas eram informadas de que o anúncio era “ilustrativo” e recebiam a oferta de financiamentos supostamente vantajosos, com promessa de entrega do carro em poucos dias. Segundo o delegado, para fechar o negócio, era exigido um pagamento de entrada, que em alguns casos chegou a R$ 12 mil. Em seguida, os clientes eram induzidos a assinar contratos, mas o documento tratava-se, na verdade, de consórcios com parcelas que podiam chegar a 100 prestações. 

“Teve gente que deu entrada de até R$ 12 mil e submetia a pessoa à assinatura de um contrato e diziam que em poucos dias o carro seria entregue, só que isso nunca ocorria. O carro não era entregue e, além disso, quando as pessoas percebiam que se tratava de uma fraude tentavam reincidir o contrato, mas não conseguiam pois eles alegavam que o prazo de rescisão tinha passado. Só que essas pessoas não adquiriam um consórcio, adquiriam um suposto financiamento e depois se deparavam com um contrato, que foram obrigadas a assinar, de parcelas que chegavam em até 100 parcelas”, detalhou. 

O delegado também fez um alerta sobre a prática. Segundo ele, a justificativa de que o veículo anunciado é apenas ilustrativo é um forte indício de fraude. “Se você vê o anúncio de um carro e, ao chegar na empresa, informam que aquele veículo é apenas ilustrativo, já deve acender o alerta. Por que anunciar um bem que não está disponível para venda?”, questionou.

A Polícia Civil informou que as investigações continuam para identificar outras possíveis vítimas e apurar a responsabilidade de todos os envolvidos no esquema.

Fonte: Portal A10+


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