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O delegado Tales Gomes deu mais detalhes à TV Antena 10, nesta sexta-feira (31), sobre a prisão de Walmir Nascimento, de 51 anos, suspeito de aplicar golpes na compra de veículos no sul do estado de Goiás. O homem foi localizado e preso na zona Rural do município de União, no Piauí, após uma investigação conduzida pela Polícia Civil de Goiás.
As investigações apontam que Walmir teria utilizado documentos falsificados para adquirir diversos veículos de forma fraudulenta enquanto morava em Goiás. De acordo com o delegado, o suspeito se apropriava dos dados de pessoas reais, alterava as fotografias dos documentos e falsificava assinaturas para concretizar as negociações.

"O Walmir Nascimento, natural de União, passou uma temporada no sul do estado de Goiás onde, fazendo uso de documentação falsa, adquiriu, fez a negociação de vários veículos. Ele, utilizando a documentação de pessoas que realmente existem, que são vítimas desses procedimentos, no caso quatro pessoas, colocava a foto dele e fazia a falsificação da assinatura nos RGs para poder facilitar a compra desses veículos", explicou o delegado.
Segundo Tales Gomes, a investigação teve início no fim de 2025 e ganhou novos desdobramentos nos últimos dias, quando a Polícia Civil de Goiás entrou em contato com a polícia piauiense para localizar o investigado. A partir da troca de informações entre as equipes, os agentes conseguiram encontrar Walmir em uma residência na zona rural de União, onde foi cumprido o mandado de prisão preventiva.
"A investigação se iniciou no final do ano passado e, nos últimos dias, a Polícia Civil de Goiás manteve contato direto com a nossa diretoria, solicitando e trocando informações a fim de que a gente localizasse o Walmir. E hoje de manhã nós localizamos ele na zona rural do município de União. Ele foi abordado lá na localidade, numa residência, foi comunicado da questão da prisão e conduzido aqui para a Delegacia Geral", disse Tales Gomes.

O delegado também informou que Walmir trabalha como trabalhador rural e que, até o momento, não possui outros antecedentes criminais além da investigação por estelionato em Goiás. Conforme a apuração, o suspeito teria exercido atividades no setor agrícola durante o período em que viveu no estado goiano, local onde, segundo a polícia, praticou os crimes que motivaram a prisão preventiva.
"Registrado ele trabalha como trabalhador rural, tanto que ele foi preso na zona rural de União. E o único histórico criminal que ele tem é esse histórico relativo a estelionato lá de Goiás. Ele trabalha na lavoura, na agricultura. Inclusive, já teve carteira assinada relativa a essa questão de trabalhador rural e provavelmente esteve em Goiás também nesse mesmo segmento, que o agro de Goiás é forte também. Mas, nesse tempo em que ele esteve em Goiás, praticou esses crimes que estão em apuração e que a Polícia de Goiás entendeu que era necessário representar pela prisão preventiva, que foi decretada e cumprida hoje", finalizou.
Fonte: Portal A10+