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O enfermeiro do Centro de Hematologia e Hemoterapia do Piauí (Hemopi), Ivan Mark, de 23 anos, conversou com o A10+ na manhã desta sexta-feira (13), e deu detalhes sobre o caso de homofobia sofrido dentro de centro de saúde nesta quinta-feira (12), em Teresina. Segundo o enfermeiro, o sentimento agora é de medo, até mesmo de sair sozinho na rua.
Em sua fala, o Ivan relatou que após a grande repercussão do caso está assustado, tendo em vista que foi ameaçado pelo suspeito no momento da situação. "Meu sentimento nesse momento é de medo, medo do que pode acontecer, medo de sair sozinho", disse.
Ele detalhou a ocorrência, e disse que foi fotografado sem consentimento. O suspeito teria ainda alegado que o enfermeiro queria "dar em cima" dele, e a vítima afirmou que toda a situação aconteceu de forma grosseira.
"Eu chamei o doador uma vez, simplesmente não respondeu, chamei ele duas vezes. Voltei para a sala, já que ninguém tinha respondido, achei que simplesmente o doador teria ido ao banheiro ou teria ido para algum lugar, fiquei aguardando. Logo mais outra enfermeira chamou, quando ela chamou ele já estava em pé com grosseria. E aí a princípio eu não estava entendendo nada do que estava acontecendo, achei que tinha acontecido alguma coisa na etiquetagem, na hora, ou algum nome errado, alguma coisa que é comum de acontecer, às vezes possa ser que aconteça. E aí uma das técnicas chegou a mim e falou que achava que ele estava se direcionando a mim. E aí ele começou a tirar foto minha, sem meu consentimento, sem minha autorização, começou a falar palavras de cunho homofóbico, de certa forma, dizendo que eu estava querendo era dar em cima dele", detalhou o enfermeiro à TV Antena 10 e ao A10+.

Logo após a ocorrência, a situação foi repassada para a assistência social do Hemopi e o enfermeiro foi orientado a registrar um boletim de ocorrência. O caso está sendo investigado e o processo em andamento. O suspeito poderá responder por ameaça e homofobia.
"Foi uma situação totalmente constrangedora, tanto para os doadores que estavam ali naquele momento fazendo a doação, quanto para mim como profissional porque eu precisava trabalhar, eu tinha acordado 4 horas da manhã para ir para o trabalho, precisava completar o plantão, precisava sair dali feliz pela quantidade de doações que ia ter no dia. Então assim, o Hemopi ajudou muito, inclusive foi eles que falaram que eu precisava denunciar, me ajudaram a fazer o B.O", disse.
Até o momento o suspeito não foi preso e a vítima aguarda que as autoridades tomem as providências necessárias.
Fonte: Portal A10+