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Várias mães de crianças com Transtorno do Espectro Autista (TEA) e outras deficiências participaram nesta sexta-feira (04), de uma tentativa de acordo com o plano Humana Saúde. Elas pedem melhorias no atendimento aos filhos e a defesa das mães alega descumprimento de ordem judicial.
As mães estiveram reunidas com representantes da empresa e do Ministério Público buscando uma mediação, além de uma vistoria. O sentimento era de revolta e desinformação.
“Um crime de desobediência de decisão judicial e conforme o artigo 230 do Código Penal, existe sim uma penalidade e uma penalidade até razoável. A gente acompanhando com relação ao Procon, existem outras sanções que podem ocorrer relacionados ao plano de saúde também no impedimento de contratar novos beneficiários ou até mesmo a aplicação de multas”, destacou o advogado Vinicius Leal, que faz a defesa das mães atípicas.
Nos últimos meses, dezenas de pais e mães de crianças com Transtorno do Espectro Autista (TEA) e outras deficiências têm denunciado planos de saúde por cancelarem atendimento aos usuários em clínicas especializadas, bem como o fato de esses planos estarem se negando a cumprir decisões judiciais liminares.
“A gente está regredindo, essa é a verdade. Meu filho todos os dias é uma novidade. É a escola reclamando, a família, a pessoa que me ajuda, todo mundo. É muito difícil”, disse uma mãe. “Descaso, injustiça, crime. Isso é um crime cometido contra as crianças. Impedir que as crianças tenham um futuro promissor, que elas se desenvolvam e sejam funcional no futuro. Isso é crime e isso tem que ser punido”, disparou outra.
A reunião perdurou por quase toda a manhã, resultando nos atendimentos liberados apenas para o mês de abril. “A gente tem buscado todos os acessos possíveis para tentar solucionar os casos e são casos que precisam de solução urgente. Crianças que estão em sofrimento. O meu filho, por exemplo, está em casa regredindo no tratamento”, afirmou a mãe Luana Sampaio.
Fonte: Portal A10+