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O Avante atravessa uma das maiores crises internas de sua história recente no Piauí. Em meio ao período de convenções partidárias para as eleições de 2026, dois grupos passaram a reivindicar o comando da legenda no estado e apresentam versões completamente distintas sobre quem detém o controle da sigla.
De um lado, o ex-vereador Antônio José Lira afirma que a Executiva Nacional do Avante já promoveu mudanças na direção estadual e homologou uma nova comissão provisória. Segundo ele, a nova composição tem Adiel Rodrigues Brito como presidente, o próprio AJL como vice-presidente, Edwaldo Lira como primeiro-secretário e Clóvis Melo Lira como secretário-geral, além de outros integrantes.

Na avaliação de Lira, essa decisão retira Gustavo Henrique do comando estadual e passa a reconhecer oficialmente a nova direção escolhida pela Executiva Nacional. Outra mudança seria diretamente na disputa eleitoral, uma composição com o partido NOVO que, em convenção realizada na manhã desta quinta-feira (30), reservou vaga ao senado para AJL pelo Avante.
Do outro lado da disputa, Gustavo Henrique rejeita essa versão e afirma que continua exercendo legitimamente a presidência estadual do Avante no Piauí. Ele sustenta que permanece responsável pela condução do partido e pelas definições eleitorais da legenda.
Gustavo também reafirma sua pré-candidatura ao Governo do Estado e nega qualquer entendimento que reserve ao grupo de Antônio José Lira uma vaga na chapa majoritária. Segundo ele, não existe espaço para Lira disputar o Senado pelo Avante, uma vez que o partido já trabalha com sua candidatura ao Palácio de Karnak. A confusão será levada para a convenção do partido neste dia 30, quinta-feira.
Disputa ocorre em meio à crise nacional
A disputa no Piauí ocorre dentro de um cenário de tensão vivido pelo Avante em diversos estados durante o período de convenções.
Apesar das divergências locais, o único presidente nacional reconhecido da legenda é o deputado federal Luís Tibé, responsável pela Executiva Nacional do partido.
No Maranhão, por exemplo, decisões da direção nacional também provocaram conflitos internos envolvendo candidaturas majoritárias. No Piauí, a disputa ganhou contornos ainda mais intensos porque ambos os grupos reivindicam legitimidade para representar oficialmente a legenda perante a Justiça Eleitoral.
Conflito pode parar na Justiça Eleitoral
Enquanto Antônio José Lira afirma que a nova comissão provisória já foi oficialmente constituída pela Executiva Nacional, Gustavo Henrique sustenta que continua presidente estadual e responsável pelas decisões partidárias.
A divergência poderá ser solucionada pela Justiça Eleitoral, que deverá reconhecer qual direção possui legitimidade para representar oficialmente o Avante no Piauí durante o processo eleitoral.
Independentemente do desfecho, o episódio evidencia uma disputa interna que ocorre justamente no momento mais sensível do calendário político, quando os partidos precisam consolidar chapas, alianças e candidaturas para as eleições de 2026.
Fonte: Portal A10+