MPF investiga onde foi parar mais de R$ 174 mil que deveriam ser usados para recuperar estradas vicinais em Prata do Piauí - Bastidores
Bastidores
RECURSOS

MPF investiga onde foi parar mais de R$ 174 mil que deveriam ser usados para recuperar estradas vicinais em Prata do Piauí

Prefeitura informou execução de 68,77% dos serviços, mas vistoria da Caixa Econômica registrou 0%


📲 Siga o A10+ no Instagram, Facebook e Twitter.

Uma obra de adequação de estradas vicinais em Prata do Piauí, avaliada em mais de R$ 170 mil, entrou na mira do Ministério Público Federal (MPF) após uma divergência que exige explicações: enquanto a fiscalização da prefeitura atestou que 68,77% dos serviços haviam sido executados, uma vistoria da Caixa Econômica Federal registrou nenhuma execução física da obra. A investigação também busca esclarecer o destino de R$ 174.933,34 liberados para o empreendimento.

O inquérito civil foi instaurado em 8 de outubro pelo procurador da República Patrício Noé da Fonseca. O procedimento pretende apurar possíveis irregularidades na aplicação dos recursos federais, eventual prejuízo aos cofres públicos e a responsabilidade dos envolvidos.

  

MPF investiga onde foi parar mais de R$ 174 mil que deveriam ser usados para recuperar estradas vicinais em Prata do Piauí
Reprodução
   

De acordo com as informações, a Caixa realizou uma vistoria em 11 de abril de 2026 e constatou execução física de 0% dos serviços. O resultado contradiz diretamente o percentual de 68,77% informado pela fiscalização municipal. A diferença entre os dois registros é o ponto central da apuração: o Ministério Público quer esclarecer como a prefeitura declarou que parte significativa do empreendimento havia sido executada quando a vistoria do banco apontou cenário completamente diferente.

A inconsistência levou a Caixa a identificar possível dano ao erário correspondente ao repasse pago e a iniciar uma Tomada de Contas Especial, procedimento destinado a apurar responsabilidades e eventual prejuízo aos cofres públicos.

Outro ponto ainda sem esclarecimento é a destinação de R$ 174.933,34, desbloqueados em 30 de outubro de 2025 para a obra. Segundo a reportagem, até a instauração do inquérito, a Prefeitura de Prata do Piauí não havia apresentado a prestação de contas referente ao recurso.

A apuração também registra que a administração municipal e a empresa contratada não responderam às solicitações de informações encaminhadas pelo MPF, mesmo após reiterações. A ausência de respostas mantém em aberto questões fundamentais sobre a execução dos serviços, a movimentação dos recursos e os responsáveis por eventuais irregularidades.

O município é administrado pelo prefeito Acelino Mendes (PSD). A investigação ainda está em andamento. Portanto, a divergência entre os percentuais de execução, a falta de prestação de contas mencionada na reportagem e a ausência de respostas às solicitações do MPF são elementos da apuração, mas não representam, por si só, uma conclusão definitiva sobre desvio de recursos ou responsabilidade individual.

Fonte: Portal A10+


Dê sua opinião:

Sobre a coluna

Wesslley Sales

Wesslley Sales

Jornalista, Especialista em Marketing Político, Mídias Sociais e Comunicação Produtor, Apresentador e Repórter na TV Antena10 Radialista e Redator

Fique conectado

Inscreva-se na nossa lista de emails para receber as principais notícias!

*nós não fazemos spam

Em destaque

Enquete

Antena Rural agora é exibido aos sábados, 13 horas. Você gostou da mudança?

ver resultado