📲 Siga o A10+ no Instagram, Facebook e Twitter.
O prefeito de Teresina, Silvio Mendes (UB), falou sobre o anúncio da greve dos motoristas e cobradores de ônibus, prevista para começar na próxima segunda-feira (25). Segundo ele, o principal entrave nas negociações ocorre entre os empresários e os trabalhadores do setor. A declaração foi feita após uma reunião mediada pelo Tribunal Regional do Trabalho.
“A dificuldade não está nos trabalhadores, nem nos motoristas. Percebe-se que a dificuldade está nos empresários. Eu espero que o bom senso prevaleça e que os empresários consigam diminuir seus lucros para ajudar um pouco a classe trabalhadora” disse o gestor à TV Antena 10 e ao A10+.
Durante a entrevista, o gestor destacou que a Prefeitura mantém subsídios no sistema para evitar aumento da tarifa de ônibus e comentou sobre o impacto do valor da passagem no orçamento da população.
“A prefeitura começou prometendo cumprir um percentual em cima do subsídio, quer dizer, dinheiro público que a gente coloca no sistema, para que a passagem do ônibus não seja reajustada. Ninguém tem mais dinheiro para ficar aumentando despesa com passagem de ônibus, seja a inteira, seja a meia. Hoje, numa conversa com o desembargador Téssio, a gente concordou aumentar um pouco esse valor do subsídio", completou.
Greve está marcada
O presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Transportes Rodoviários do Piauí (Sintetro), Antônio Cardoso, afirmou durante entrevista à TV Antena 10, nesta sexta-feira (22), que as propostas apresentadas durante reunião com empresários do setor ficariam abaixo do aumento necessário para acompanhar o valor nacional do piso salarial da categoria. Sem acordo entre as partes, a categoria vai iniciar a greve geral na segunda-feira (25).
De acordo com o sindicato, a primeira proposta previa aumento do ticket alimentação de R$ 650 para R$ 770, além de um reajuste no auxílio saúde, que subiria de R$ 125 para R$ 140. Já a segunda oferta elevava o ticket para R$ 800 e o auxílio saúde para R$ 150, mas mantinha o reajuste salarial em R$ 4,11. O sindicato argumenta que o valor não atende às reivindicações dos trabalhadores, principalmente dos cobradores e fiscais, que atualmente recebem salário mínimo.
O que diz o SETUT
Ao A10+, o Sindicato das Empresas de Transportes Urbanos de Passageiros de Teresina (SETUT) informou que apresentou uma proposta de reajuste salarial durante audiência realizada no Tribunal Regional do Trabalho. Segundo a consultora jurídica do sindicato patronal, Naiara Moraes, a oferta inclui aumento de 4,11% nos salários, reajuste de 23,08% no ticket alimentação e 12% no plano de saúde dos trabalhadores do transporte coletivo.

“A proposta foi construída dentro das possibilidades financeiras do sistema, considerando que o reajuste do subsídio foi de 5,35%, um percentual inferior ao impacto econômico dessa proposta”, afirmou Naiara Moraes. De acordo com ela, o conjunto das medidas representa um ganho global de 8,3% para os trabalhadores e as negociações continuam sendo conduzidas no âmbito da Justiça do Trabalho.
A consultora jurídica também destacou que há uma decisão judicial determinando a circulação de 100% da frota nos horários de pico e 80% no entrepico, mesmo diante da possibilidade de greve.
“O SETUT permanece aberto ao diálogo, confiante na construção de uma solução equilibrada, que preserve os direitos dos trabalhadores, a sustentabilidade financeira do sistema e o interesse dos usuários do transporte coletivo de Teresina”, declarou.
Prefeitura tem alternativas para minimizar impacto de greve
Silvio Mendes também criticou o funcionamento do sistema e afirmou que, caso a paralisação seja confirmada, a Prefeitura possui alternativas para minimizar os impactos à população.
“É preciso que o contrato que foi feito lá em 2017, na licitação, seja cumprido. Que o ônibus tenha pontualidade. Não tem. É preciso que ele seja mais conservado. Não é. Se houver paralisação, nós temos alternativas”, disse.
Fonte: Portal A10+