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O assessor do governo americano Darren Beattie, que teve o visto para entrar no Brasil revogado, tinha pedido uma reunião com o ministro do TSE (Tribunal Superior Eleitoral) Kassio Nunes Marques para falar sobre eleições.
Nunes Marques será o presidente da corte durante as eleições deste ano. A tentativa de agenda com o ministro ocorreu no contexto da visita que Beattie pretendia fazer ao país na próxima semana.

O visto do assessor foi cancelado pelo Ministério das Relações Exteriores após o governo brasileiro considerar que houve omissão e falseamento de informações relevantes no pedido de entrada no país.
Beattie chegou a ser autorizado pelo ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Alexandre de Moraes a visitar o ex-presidente Jair Bolsonaro na prisão, mas o ministro voltou atrás após o Itamaraty informar que o eventual encontro com Bolsonaro não havia sido informado previamente às autoridades do país.
O ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, também alertou Moraes sobre possíveis implicações diplomáticas e políticas da visita. Na comunicação enviada ao ministro, o chanceler afirmou que a agenda poderia configurar “indevida ingerência nos assuntos internos” do Brasil, especialmente por ocorrer em ano eleitoral.
Vieira também destacou que o pedido de visita ao ex-presidente não constava entre os objetivos oficialmente informados pelo governo dos Estados Unidos ao solicitar o visto para Beattie. O documento enviado pelo chanceler ao STF também não falava sobre um eventual encontro do americano com Nunes Marques.
Visto cancelado
Segundo o Itamaraty, o visto para Beattie havia sido concedido com base na informação de que ele participaria de uma conferência sobre minerais críticos e de reuniões oficiais com representantes do governo brasileiro.
De acordo com autoridades brasileiras, no entanto, outros compromissos planejados durante a viagem não haviam sido comunicados previamente, entre eles a tentativa de visita a Bolsonaro.
Diante da situação, o Itamaraty decidiu cancelar o visto. Em nota, o ministério afirmou que a medida foi tomada “tendo em conta a omissão e falseamento de informações relevantes quanto ao motivo da visita por ocasião da solicitação do visto, em Washington”, acrescentando que esse motivo constitui fundamento legal suficiente para a denegação do documento, de acordo com a legislação nacional e internacional.
Fonte: R7