Quatro piauienses são resgatados em situação análoga à escravidão no Maranhão; grupo era composto por 80 pessoas - Geral
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Quatro piauienses são resgatados em situação análoga à escravidão no Maranhão; grupo era composto por 80 pessoas

Os resgatados trabalhavam na extração da palha da carnaúba e com pescaria


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Quatro piauienses foram resgatados em situação análoga à escravidão nos municípios de Magalhães de Almeida e Barreirinhas, no Maranhão. Ao todo, o grupo resgatado era composto por 80 trabalhadores, e atuava na extração da palha da carnaúba e pescaria

Segundo as informações do Ministério Público do Trabalho, 76 das pessoas resgatadas foram encontradas na extração da palha da carnaúba, em Magalhães de Almeidas. Todos os piauienses estavam entre essas pessoas. As demais estavam sendo direcionadas a embarcar em mar aberto em situação insalubre.

  

Piauienses são resgatados em situação análoga a escravidão no Maranhão
Divulgação

   

Em Magalhães de Almeida, os trabalhadores estavam sendo abrigados em alojamentos sem ventilação, dormiam em redes amarradas em árvores e paredes de tijolos crus. Além disso, eram expostos ao calor intenso e chuva. Eles também tinha alimentos preparados em fogareiros improvisados, e bebiam água imprópria para consumo.

Já os pescadores tinham alojamento disponível dentro de um barco, sendo um pequeno cubículo sem ventilação, com colchões rasgados e beliches montadas no mesmo espaço onde estava o motor da embarcação.

  

Os resgatados trabalhavam na extração da palha da carnaúba e com pescaria Reprodução
   

Além das condições precários, o MPT encontrou ainda irregularidades relacionadas a vínculos de trabalho, com ausência de assinaturas nas carteiras de trabalho e outros direitos ignorados. Os empregadores foram identificados e notificados para regularizar a situação dos trabalhadores resgatados, e no total pagaram mais de R$ 265 mil em verbas rescisórias.

O Ministério Público do Trabalho disponibilizou um número de telefone para que pessoas façam denúncias anônimas a respeito desses casos. As denúncias devem ser feitas via WhatsApp pelo número: (86) 99544-7488.

Fonte: Portal A10+


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