Suspeito de invadir casa e agredir secretária de Saúde é solto no Piauí; ainda tirou foto na porta da penitenciária - Geral
JUSTIÇA

Suspeito de invadir casa e agredir secretária de Saúde é solto no Piauí; ainda tirou foto na porta da penitenciária

O advogado da vítima afirmou que enquanto Bruno estava no hospital, ele continuava a proferir ameaças contra Rosemeiry Nunes


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O suspeito de tentativa de feminicídio contra a secretária municipal de saúde de Francisco Ayres,  Rosemeiry Nunes, foi colocado em liberdade pela Justiça, na noite dessa segunda-feira (12). Ele havia sido preso quase uma semana depois de invadir a casa da vítima e agredi-la. 

As informações iniciais são de que o indivíduo foi solto pela Justiça logo após passar por audiência de custódia. Ao lado de uma mulher e um homem, que seriam seus advogados, ele pousou com um leve sorriso para uma foto segurando um papel, que seria o Habeas Corpus, em frente à penitenciária Gonçalo de Castro Lima. 

Suspeito de espancar secretária é solto pela Justiça no Piauí; tirou foto sorrindo na porta da penitenciária Reprodução

   

No dia do crime, Rosemeiry Nunes publicou nas redes sociais um forte relato sobre o caso e mostrou o corpo totalmente lesionado. O indivíduo feriu os braço ao quebrar a janela da casa da vítima, e ficou internado. O advogado da vítima, José Dias Neto, afirmou que enquanto Bruno estava no hospital, ele continuava a proferir ameaças contra a secretária. "Ele continua a fazer ameaças, temos testemunhas, ele não demonstra o remorso, e sempre dizendo que vai concluir o que ele iniciou", afirmou.


A secretária concedeu entrevista exclusiva, ao A10+ e TV Antena 10, na semana passada, e já havia desabafado sobre o sentimento de impunidade quanto ao seu agressor. A vítima passou por novo exame de corpo de delito, no sábado. "Nada justifica ele invadir minha casa, estávamos há um bom tem sem ficar, e eu dizendo que não, tenho provas. Não consigo dormir na minha casa, acordo assustada, gritando, me sinto injustiçada porque, inicialmente, não recebi a assistência que eu merecia", afirmou. 

Imagens das agressões sofridas Divulgação

   

A secretária afirma que após passar por todas as agressões, não recebeu a assistência devida das autoridades, bem como teve seu depoimento resumido.  "Não foi colocado um trecho do que eu disse no meu depoimento, quem ler acha que recebi um simples tapa na cara, mas a realidade foi outra. Não fizeram exame de corpo delito em mim, a advogada insistiu que fizesse, foi tudo errado. [Ele] Sempre dizendo para aprender a respeita ele, não desafiar mais ele, dizendo que iria me matar. Eu não estaria com esse trauma psicológico com medo de dormir na minha casa, se eu não tivesse sido ameaçada, se não tivesse levado vários socos, ele me deu vários socos na minha cabeça", disse.

O advogado José Dias Neto detalhou que essa sequência de falhas teria influenciado na decisão para que não fosse deferida, inicialmente, a prisão preventiva do agressor.  "Não teve o acolhimento de policial mulher, o depoimento por uma razão injustificada, foi simplificado. Naquela ocasião, por estar abalada, ela confiou na polícia, a creditando que o depoimento teria sido lavrado na íntegra, não detalhou cada a agressão, a tentativa de feminicídio, isso dificultou para quando foi representado pela prisão preventiva, tanto para o promotor quanto para o juiz plantonista verificassem a gravidade dos fatos", afirmou.

Fonte: Portal A10+ com informações do JC 24 Horas


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