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Bruno Lima, suspeito de agredir a secretária municipal de saúde de Francisco Ayres, Rosemeiry Nunes, foi preso pela Polícia Civil de Floriano, na manhã deste sábado (10).
A TV Antena 10 e o A10+ apuraram que ele recebeu alta médica, nessa sexta-feira (09). Ele chegou a ficar internado após ferir os braços ao quebrar as janelas da casa da vítima. Bruno foi interrogado e está à disposição da justiça.

"O acusado, já havia sido interrogado após a alta hospitalar na tarde da sexta feira, teve a prisão decretada do mesmo dia às 20h, a qual foi cumprida na manhã deste sábado, devendo o mesmo ficar a disposição da justiça após passar por audiência de custódia. As investigações seguem no sentido da conclusão do Inquérito Policial dentro do prazo legal", diz a polícia.
A secretária concedeu entrevista exclusiva, ao A10+ e Antena 10, nesta semana, e desabafou sobre o sentimento de impunidade quanto ao seu agressor, o ex-companheiro Bruno Lima. A vítima vai passar por novo exame de corpo de delito, neste sábado. "Nada justifica ele invadir minha casa, estávamos há um bom tem sem ficar, e eu dizendo que não, tenho provas. Não consigo dormir na minha casa, acordo assustada, gritando, me sinto injustiçada porque, inicialmente, não recebi a assistência que eu merecia", afirmou.

A secretária afirma que após passar por todas as agressões, não recebeu a assistência devida das autoridades, bem como teve seu depoimento resumido. "Não foi colocado um trecho do que eu disse no meu depoimento, quem ler acha que recebi um simples tapa na cara, mas a realidade foi outra. Não fizeram exame de corpo delito em mim, a advogada insistiu que fizesse, foi tudo errado. [Ele] Sempre dizendo para aprender a respeita ele, não desafiar mais ele, dizendo que iria me matar. Eu não estaria com esse trauma psicológico com medo de dormir na minha casa, se eu não tivesse sido ameaçada, se não tivesse levado vários socos, ele me deu vários socos na minha cabeça", disse.
O advogado José Dias Neto detalhou que essa sequência de falhas teria influenciado na decisão para que não fosse deferida, inicialmente, a prisão preventiva do agressor. "Não teve o acolhimento de policial mulher, o depoimento por uma razão injustificada, foi simplificado. Naquela ocasião, por estar abalada, ela confiou na polícia, a creditando que o depoimento teria sido lavrado na íntegra, não detalhou cada a agressão, a tentativa de feminicídio, isso dificultou para quando foi representado pela prisão preventiva, tanto para o promotor quanto para o juiz plantonista verificassem a gravidade dos fatos", afirmou.
A situação ficou ainda mais preocupante pela denúncia de que Bruno Lima, mesmo internado, ainda estaria proferido ameaças contra a vítima. "Ele continua a fazer ameaças, temos testemunhas, ele não demonstra o remorso, e sempre dizendo que vai concluir o que ele iniciou", concluiu.
Fonte: Portal A10+